Você já decidiu onde aplicar seu dinheiro? Já definiu sua meta, sabe seu horizonte de investimento, e qual seu apetite a risco? A perspectiva de maiores rendimentos no mercado de ações é realmente tentadora.
Porém, antes de decidir em investir, é preciso se informar a respeito das alternativas disponíveis no mercado e quais os custos envolvidos em cada uma delas.
Vamos começar analisando os tipos de ativos de acordo com cada perfil de investidor.
Perfil conservador
Para o investidor que tem aversão a risco, existe a opção do Tesouro Direto, que consiste num programa de compra e venda de títulos de dívida pública. Grosso modo, você empresta dinheiro para financiar a dívida do governo federal, o que significa que dificilmente você deixará de receber seu dinheiro de volta, o risco é baixíssimo.
A liquidez destes títulos é garantida pelo Tesouro Nacional, que os recompra toda quarta-feira. Existem títulos pré-fixados (taxa pré-definida) e títulos pós-fixados (indexados a um índice variável, como a SELIC, IGP-M e etc). A escolha entre qual desses títulos você comprará, vai depender de sua expectativa em relação à economia.
Sendo simplista: Se você acha que a tendência da taxa de juros é de queda para os próximos anos, é mais inteligente você comprar um título que te dê um rendimento pré-fixado, ao invés de comprar um título pós-fixado de acordo com a SELIC.
O custo cobrado pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) é de 0,40% ao ano, incidente sobre o volume aplicado. Cada corretora opta por cobrar ou não uma taxa de administração adicional.
Perfil moderado:
As ações blue chips são aquelas emitidas por empresas mais sólidas e que, por isso, costumam ter maior liquidez e um maior volume de ações negociadas por dia. Assim sendo, podem ser vendidas com certa facilidade. Elas já foram explicadas neste outro post.
Por se tratar de uma renda variável, mesmo sendo emitidas por empresas estáveis e lucrativas, as ações acabam sendo uma opção mais arriscada do que os títulos públicos. Afinal, dependem não só das condições do mercado, mas também da administração, rentabilidade, endividamento, entre outras coisas, de cada empresa.
Para investir nessas ações, você terá de arcar com custos de corretagem, custódia e emolumentos, que serão detalhados mais adiante.
Perfil arrojado:
Além de ações blue chips, um investidor pode optar por investir em ações de empresas menores e com baixa liquidez, as chamadas small caps. Elas também já foram explicadas neste mesmo post.
Por serem mais voláteis, essas ações podem desvalorizar bastante num curto espaço de tempo, mas também valorizar muito, com a mesma velocidade. É aí que aplicamos a teoria do “Risco Retorno”. O investimento em ações small caps também exige o pagamento de taxas de corretagem, custódia e emolumentos.
O investidor mais cauteloso, geralmente, prefere diversificar sua carteira entre diferentes ações e títulos públicos, variando o percentual alocado em cada tipo de investimento, de acordo com o risco que ele está disposto a correr.
Quais os custos incorridos para aplicar em ações?
A taxa de corretagem é um valor fixo que você paga para que a corretora execute suas ordens. No caso do home broker Link Trade, a corretagem é de R$ 9,80 por ordem no lote padrão (100 ou 1.000 ações), e R$ 4,40 por ordem no lote fracionário.
Além da corretagem, é preciso pagar também uma taxa de custódia. A corretora cobra este valor por colocar os ativos do cliente sob responsabilidade dela, na administração da carteira do investidor. O Link Trade cobra R$ 6,90 por mês de clientes que não realizarem nenhuma operação, mais uma taxa variável que segue a definição da Bovespa (tabela abaixo).
Por fim, existem as taxas de emolumentos e liquidação, que são taxas cobradas pela Bovespa e pela CBLC, respectivamente. Os percentuais somados resultam numa taxa de 0,035% sobre o volume operado.
A partir daí, a conta é simples. Basta levar em consideração estas taxas, somá-las ao investimento inicial, e qualquer valor acima disso será seu lucro.
Para pessoas que nunca investiram em ações, é imprescindível começar com uma operação experimental. Recomendamos que as primeiras aplicações representem um baixo percentual do patrimônio líquido do investidor, para que ele não tome sustos caso a oscilação das ações lhe cause prejuízos.
Uma alternativa interessante para quem está começando é o test drive no site do Link Trade. O cadastro é gratuito, e dá acesso a diversos serviços exclusivos.
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