Os iShares fazem parte de uma família de Fundos de Investimento em Índice de Mercado (ou simplesmente Fundos de Índice). Cada iShare busca retornos de investimentos que correspondam, de forma geral, ao desempenho de um determinado índice de referência. Assim como as ações, cotas de Fundos de Índice iShares são fáceis de serem adquiridas, oferecem liquidez diária e são negociáveis em Bolsa.
Esse tipo de fundo oferece as mesmas vantagens dos fundos indexados, isso é, diversificação, acompanhamento de mercado e taxas de administração competitivas. Podem proporcionar a exposição que o investidor precisa, no momento em que necessitar dela. Os gestores replicam o índice de acordo com a ponderação estabelecida no índice de referência ou podem otimizar a carteira. Com isso, é possível construir uma carteira que busque acompanhar o desempenho do iShare o mais proximamente possível, sem ter que replicar a todo o tempo a composição dele e a ponderação dos ativos que o formam.
As cotas dos Fundos de Índice iShares permitem a mesma flexibilidade de negociação das ações. Todas as estratégias de negociação relacionadas a ações – como ordens a mercado, ordens limitadas, ordens stop – são permitidas e podem ser negociadas por intermédio de uma corretora a qualquer momento durante o pregão. Aqueles que necessitam de proteção (“hedge“) para posições de sua carteira, eventualmente podem alugar as cotas e vendê-las no mercado.
Os índices que servem como referência dos Fundos iShares são calculados por instituições independentes, de reputação positiva no mercado. Para os iShares brasileiros, elegemos a BM&FBOVESPA.
Há diferença entre Fundos de Índice, ETFs e ETFs iShares?
Não. Os Fundos de Índice são conhecidos no exterior como Exchange Traded Funds (ETFs), geridos pela BlackRock, maior gestora global. No Brasil, são geridos pela BlackRock Brasil e administrados pela Citibank Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
Quais as vantagens de comprar iShares?
O baixo custo, a diversificação e o gerenciamento de risco.
Para o cliente que tem menos de R$ 50 mil e quer uma carteira que acompanhe o índice Ibovespa, é mais fácil comprar cotas do BOVA11 – que custam atualmente R$ 6,5 mil por lote de 100 ações – do que comprar todas as 68 ações que compõem o índice Ibovespa, na mesma proporção de cada uma. Dessa forma, os custos de corretagem ficam reduzidos, já que não é preciso trocar de ações sempre que a carteira do índice for renovada.
Ao comprar uma cota de Fundo de Índice iShares como se fosse uma ação, o investidor também não fica exposto ao risco de somente uma companhia. Pelo contrário, tem a possibilidade de diversificar seu risco pela composição do índice, com dezenas de companhias. Isso pode proporcionar retornos menos voláteis.
Como utilizar iShares em estratégias de investimentos?
A estratégia Núcleo/Satélite é um bom exemplo para combinar procedimentos indexados e de gestão ativa. Pode-se unir os Fundos de Índice iShares (Núcleo) com a exposição aos ativos ou derivativos individuais (Satélite). Nesse caso, o Núcleo busca o rendimento do índice referencial a ser acompanhado.
Assim, é possível minimizar o risco de se distanciar do comportamento do mercado, enquanto os títulos secundários e administrados ativamente buscam gerar um diferencial de rendimento para a carteira. Quando se executa uma estratégia Núcleo/Satélite, o rendimento da classe de ativos é o mais importante para a estratégia Núcleo, enquanto que as habilidades de administração ativa de investimentos, juntamente com o risco individual de ações/obrigações, são críticos para a estratégia Satélite.
Alguns exemplos de iShares
- BOVA11 – Fundo de Índice Ibovespa
Ele acompanha o desempenho do índice, pois é composto pela ações que fazem parte do Ibovespa. - MILA11 – Fundo de Índice MidLarge Cap
A carteira é composta pelas ações que representam 85% do valor de mercado da Bolsa de Valores. - SMAL11 – Fundo de Índice Small Cap
É composto por ações emitidas pelas companhias com os menores valores de capitalização da bolsa. Elas representam 15% do valor de mercado da Bovespa. - BRAX11 – Fundo de Índice Brasil (IBRx-100)
Um índice de mercado, que mede o retorno de investimentos em uma carteira teórica, composta pelas 100 ações mais negociadas na Bovespa. - CSMO11 – Fundo de Índice do Setor de Consumo
Formado por ações das empresas mais representativas dos setores de consumo, cíclico e não-ciclico. - MOBI11 – Fundo de Índice do Setor Imobiliário
Composto pela ações mais representativas dos setores do ramo imobilário: construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis.
Com informações do site br.ishares.com

O público permaneceu atento durante mais de uma hora de conversa com os especialistas, e ficou claro que existe uma grande demanda por informação de qualidade sobre investimentos. Embora existam muitas fontes de informações gratuitas, é importante selecionar bem o conteúdo lido. A falta de conhecimento impede que as pessoas invistam mais e, por isso, o potencial da Bolsa de Valores, que é para 5 milhões de pessoas, ainda está longe de ser totalmente explorado.
Esperamos ter contribuído mais uma vez para trazer essa informação de qualidade a quem procura aprender mais, para investir cada vez melhor. Veja as fotos do evento, que já estão em nosso Flickr, e não perca a cobertura completa na próxima semana, aqui mesmo no blog.
Ainda vamos receber novas perguntas neste canal até sexta-feira, dia 21/05. Portanto, envie você também sua dúvida sobre investimentos! Teremos o maior prazer em responder.
A primeira parte do InvestCamp foi muito produtiva. Na sala 1, Bruno Yoshimura comandou a discussão sobre economia e tendências, ao lado de Fernando Montanari, operador de mesa do Link Trade. Participou também a equipe do blog Hotmoney, em um bate-papo descontraído sobre dinheirio. A conversa abordou também a crise econômica mundial e softwares para investimentos.
Enquanto isso, na mesa de palestrantes, Conrado Navarro comandou o debate sobre finanças pessoais, com a presença de Monica Saccarelli, diretora do home broker Link Trade. Ao lado deles, Filipe Deschamps, Beto Veiga, Carlos Alberto Debastiani e Claudio Gradilone falaram principalmente de produtos bancários, como cheque especial e cartão de crédito.
Os palestrantes apontaram que o parcelamento de compras pode ser uma armadilha fatal para as finanças. É importante controlar os pagamentos futuros, e o controle tem que ser rígido.
Pagando o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, você conseguirá o máximo de problemas financeiros.
— Conrado Navarro
Carlos Alberto Debastiani acredita que, com um cartão de crédito, “você não tem crédito, tem uma dívida”. Filipe Deschamps completa: “Eu chamo isso de licença para matar”. O debate proseguiu sobre o comportamento e perfil das pessoas, e sobre como isso influencia seus investimentos.
No final dessa primeira etapa, Danilo Reis, do blog Hotmoney, anunciou o projeto Dinheiro Fácil: um reality show financeiro em que todos ganham. Quatro pessoas serão selecionadas para participar, e terão acompanhamento de especialistas para gerenciar seus investimentos e finanças pessoais. Saiba mais no site de pré-lançamento do reality.
Na segunda parte do InvestCamp, falaremos mais sobre diversificação de investimentos e ações.


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