
O Fluxo de Caixa Descontado (FCD ou DCF, em inglês) é uma importante ferramenta de avaliação de empresas. De acordo com essa metodologia, o valor de uma empresa é o somatório dos fluxos de caixa projetados descontados a uma taxa que reflita o risco do investimento.
Além do fluxo de caixa descontado, outra metodologia bastante utilizada para avaliação de empresas é o uso de múltiplos. Entre as vantagens desse método, podemos destacar sua simplicidade, a necessidade de poucas informações e a rápida precificação de novas informações.
Essa análise baseia-se no princípio de que ativos e empresas semelhantes deveriam ter preços e múltiplos semelhantes. Então, os múltiplos obtidos de empresas semelhantes são aplicados aos respectivos parâmetros da empresa avaliada, dando como resultado o valor de referência da empresa. Porém, é necessário que as empresas comparáveis apresentem fundamentos e características semelhantes. Nesse sentido, o critério mais usado são empresas do mesmo segmento de atuação. Caso não existam empresas comparáveis no Brasil, é possível buscar empresas internacionais.
Os analistas costumam utilizar múltiplos com valores de mercado e múltiplos com valores de transação. O primeiro serve para calcular o valor de uma empresa pré-transação. O segundo, por sua vez, geralmente inclui um prêmio de controle, que acaba sendo utilizado como referência para estimar quanto o mercado está pagando por empresas semelhantes a avaliada.
Existem vários múltiplos, porém os mais utilizados são:
- FV/EBITDA (Firm Value/EBITDA): Firm Value, ou “valor da empresa” em português, é o valor de mercado da empresa (número de ações vezes o preço atual) adicionado do valor da dívida líquida (dívida bruta menos a posição em caixa). Esse valor é dividido pelo EBITDA (dos últimos 12 meses ou projetado) e então temos a quantidade de anos necessária para ter o retorno dos investimentos realizados.
- P/E (Price/Earnings): é o preço pago pela ação dividido pelo lucro por ação (dos últimos 12 meses ou projetado). Ele representa a quantidade de anos necessária, com esse lucro, para ter o retorno do preço pago. Esse múltiplo é mais volátil que o FV/EBITDA porque ele é influenciado pelo resultado financeiro das empresas.
- P/B (Price/Book): esse múltiplo compara o valor contábil de uma empresa com o seu valor de mercado. Ele é muito utilizado para analisar bancos, já que a maioria dos ativos e passivos dos bancos é avaliada pelo valor de mercado. Ele serve também para o investidor ter uma idéia se está pagando muito caro por aquilo que sobrará no caso de a empresa entrar em falência.
- P/S (Price/Sales): é calculado dividindo o valor de mercado da companhia pela sua receita. Um ponto importante a ser lembrado é que o numerador (preço da ação) leva em conta a alavancagem financeira da empresa enquanto o denominador (receita por ação) não. Portanto, ao comparar empresas por meio desse múltiplo, assume-se que as empresas têm a mesma estrutura de capital, o que nem sempre é verdade.
É importante ressaltar que a análise de uma empresa feita por meio de múltiplos é bastante superficial. Portanto, para uma avaliação mais detalhada, é necessária a utilização de outros métodos, como o DCF.

Foram exatamente 30 dias de Mundial de Futebol, e um pouco mais do que isso para nossa promoção Copex Link Trade. Nesse período, mais de 7.990 pessoas participaram do simulador de investimentos baseado em futebol, formando um verdadeiro “mercado” pela disputa dos R$ 15 mil em prêmios.
Foram mais de 19 milhões de lotes de ações virtuais negociados ao longo desse um mês e meio. As ações da seleção de Honduras foram as mais negociadas, com 3,5 milhões de lotes. O Brasil aparece apenas em penúltimo lugar nesse quesito, com pouco mais de 43 mil lotes negociados dentro do Copex — o que comprova que o elenco deste ano não era o favorito da população.
Você imagina qual seleção movimentou mais dinheiro? As finalistas Espanha e Holanda? O Brasil? Talvez a Alemanha? Na verdade foi o Japão, que movimentou 39 milhões de doléx, a moeda virtual do simulador. A Alemanha aparece em 7º lugar, com Dx$ 23 milhões e o Brasil aparece em 8º, com Dx$ 21 milhões. Espanha e Holanda estão em 16º e 17º lugares respectivamente, tendo por volta de Dx$ 15 milhões em volume negociado, cada uma.
Confira na tabela ao lado o valor final das ações de cada seleção que disputou o Mundial da África e quanto cada uma pagou em dividendos ao longo de todo o campeonato.
O jogador com o apelido MESSI soube fazer bom uso de todos esses números e estatísticas, se tornando o vencedor da promoção do Copex Link Trade. Parabéns! O segundo lugar ficou com o competidor AFRANIO. Agora, ambos vão poder investir seus prêmios com todo o auxílio dos especialistas do Link Trade.
Em breve traremos aqui uma entrevista especial com o vencedor, contando como ele conseguiu chegar ao primeiro lugar do ranking. E se você não ganhou, não desanime! Aqui no blog você fica sabendo em primeira mão sobre todas as promoções do Link Trade. Queremos que você aprenda a investir cada vez melhor o seu dinheiro. Conte conosco para isso, e esperamos poder contar com você em nossas próximas promoções!
Uma operação a termo é uma compra ou venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado (preço comprado efetivamente no mercado + taxa de juros) para liquidação em prazo determinado, a contar da data da operação em pregão, resultando em um contrato entre as partes.
O prazo do contrato a termo pode ser de no mínimo 16 dias a no máximo 999 dias corridos. Porém, os mais usuais são de 30, 60 e 90 dias. Todas as ações negociáveis na Bolsa podem ser objeto de um contrato a termo.
A negociação de um negócio a termo é semelhante ao de um negócio a vista, necessitando da intermediação de uma corretora, que executará a operação em pregão.
Toda transação a termo requer um depósito de garantia na CBLC, empresa responsável pela liquidação e controle de risco de todas as operações realizadas na Bolsa. Além disso, o percentual de garantia depende do ativo que será comprado a termo e das regras de cada corretora.
- Vamos a exemplos práticos:
Cliente compra 1.000 PETR4 a R$ 27,00 ao prazo de 60 dias e a 1,40% no período. Assim ficariam os preços:
800 a R$27,38
200 a 27,37
Sendo assim, o débito de R$ 27.378,00 será efetuado na conta do cliente após 60 dias da data de abertura. Caso o cliente não queira pagar o termo, poderá vender (liquidar o termo) até D-3, e a diferença nos preços será creditada/debitada em sua conta.
Se caso o ativo ficar “ex” proventos, o comprador a termo é que será beneficiado e receberá o valor na data da liquidação, ou segundo normas específicas da CBLC.
- Alguns custos de transação devem ser considerada na realização de uma operação a termo:
Corretagem
Emolumentos de 0,065%
Tributação
- Porque comprar a termo?
Alguns das vantagens das operações a termo são:
Proteger do preço – um investidor que espera uma alta nos preços de uma ação poderá comprar a termo, fixando o preço e beneficiando-se da alta da ação;
Diversificar riscos – um investidor quer comprar algumas ações cujas cotações estima estarem deprimidas, porém não quer concentrar todos seus recursos em apenas um ou dois papeis, para não assumir risco muito elevados. Uma saída é adquirir a termo cinco papeis mais atrativos, desembolsando apenas a margem de garantia;
Obter recursos (operação caixa) – uma boa saída para detentores de carteiras de ações que precisam de recursos para um aplicação rápida, mas não querem se desfazer de nenhuma ação. A alternativa é de vender à vista e comprar o mesmo ativo a termo, permitindo ao investidor fazer caixa e, ao mesmo tempo, manter sua participação na empresa;
Alavancagem – a compra a termo confere ao investidor a possibilidade de adquirir uma quantidade de ações superior à que sua disponibilidade financeira permitiria comprar à vista naquele momento, proporcionando-lhe uma taxa de retorno maior, no caso de elevação dos preços a vista.
Fonte: BM&FBOVESPA


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