
É muito importante saber o que são os proventos e eventos no mercado acionário, além de outros termos muito utilizados.
- Proventos são benefícios que as empresas oferecem para atrair investidores, remunerando e dando direitos e preferências aos acionistas. O provento mais conhecido é o dividendo, mas há outros, como os listados abaixo.
- Dividendos nada mais são do que uma parcela do lucro distribuída aos acionistas, ao fim de cada exercício social. A companhia deve distribuir no mínimo 25% do seu lucro líquido ajustado.
- Bonificação é a distribuição de novas ações para os atuais acionistas, quando há incorporação de reservas ao capital social.
- Subscrição é um direito dado aos acionistas para adquirir novas ações a custo e preço determinados. Normalmente há um desconto com o preço de mercado, para a subscrição valer a pena para o acionista.
- Juros sobre capital próprio é uma remuneração parecida com os dividendos, só que, neste caso, a empresa não é obrigada a distribuí-los. O acionista que receber os juros terá 15% referente ao IR retirado na fonte.
Agora que está craque nos proventos, vamos falar dos eventos.
- Um dos eventos mais conhecidos é o desdobramento, também conhecido como split. É o aumento proporcional da quantidade de ações dos sócios sem alterar, no entanto, o capital social da empresa. O objetivo da empresa em fazer isso é reduzir o preço do ativo e aumentar sua liquidez.
- Temos também o grupamento (inplit). Tem função contrária à do desdobramento, já que reduz a quantidade de papéis em circulação, agrupando um determinado número de lotes em um só. O objetivo é corrigir o valor das ações em virtude de eventuais trocas de padrão monetário, ou reduzir a volatilidade dos ativos.
É importante saber que, quando ocorre algum evento ou provento mencionado acima, todas as ordens VAC (Válida Até o Cancelamento) são canceladas no dia do evento. Se você tiver alguma ordem que foi cancelada e quiser saber qual o evento, sugiro que entre em contato com a central de atendimento do Link Trade.
Para esta semana podemos esperar uma agenda mais tranquila em relação à semana passada. O mercado continuará atento aos dados econômicos norte-americanos e às declarações das autoridades locais.
No Brasil, os destaques da semana serão as vendas no varejo de junho – é esperado que o consumo varejista registre um crescimento menor do que o apontado em maio. A Copa do Mundo pode ter influenciado essa redução nas vendas, pois o Mundial provocou a redução do tempo de abertura das lojas. E, somados a isso, os efeitos de antecipação das compras no primeiro trimestre deverão ser percebidos nos meses de junho e julho. Portanto, para junho estimamos alta de 0,5% na comparação com o mês de maio, devido principalmente à estabilidade registrada nos indicadores antecedentes do comércio.
Nos EUA, depois da divulgação do relatório de emprego (variação da folha de pagamentos e taxa de desemprego) de julho, que decepcionou o mercado, aguardamos com ansiedade a reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) para esta semana. O mercado espera que o Fed mostre se haverá alguma medida de afrouxamento monetário, visto que os juros seguem em um patamar baixo (na faixa de zero a 0,25%). Além disso, teremos os seguintes destaques na semana: Vendas no Varejo e o índice de preços ao consumidor – CPI.
Na Ásia, esta semana terá a divulgação dos dados de atividade da economia chinesa. Vale lembrar que os indicadores de junho mostraram que as medidas do governo impactaram o lado da produção e investimento, mas o consumo doméstico mostrou-se bastante sustentado. É possível que este cenário se repita.
Na Europa, o principal dado da semana será a prévia do PIB do segundo trimestre e a produção industrial.
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Lançamos hoje mais uma novidade no blog. A coluna O que vem por aí? será publicada semanalmente neste espaço, com análises e projeções do Mercado Financeiro no Brasil e no mundo. Assim, você terá acesso a parte das análises que nossos especialistas costumam disponibilizar para quem é cliente do Link Trade ou cadastrado em nosso test drive.
No final do mês de julho, podemos dizer que as forças altistas voltaram a predominar, provocando o rompimento da resistência intermediária de 65.830 pontos da Bovespa e deixando o caminho livre para o índice Bovespa seguir ziguezagueando rumo aos 71.989 pontos.
A primeira semana do mês de agosto traz uma agenda repleta de indicadores econômicos de grande relevância. O mercado continuará atento aos dados da economia norte-americana e aos balanços corporativos. Na Europa, a divulgação de alguns indicadores poderá traçar perspectivas de crescimento econômico na região da Zona do Euro.
No Brasil, os dados de atividade e inflação serão destaque: a produção industrial, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada, os números de produção, vendas e exportação de automóveis. Do lado dos preços, o IPCA e o IGP-DI serão relevantes. Em nossas estimativas, o IPCA referente a julho aponta ligeira alta (0,08%), refletindo a desaceleração em alimentos, vestuários e veículos.
No caso da produção industrial referente a junho, divulgada hoje, um arrefecimento no ritmo de produção fabril já era esperado. Fatores sazonais (Copa do Mundo) podem ter influenciado alguns setores produtivos. E, somados a isso, os efeitos de antecipação das compras no primeiro trimestre são percebidos pela indústria nos meses de junho e julho. Portanto, fatores transitórios estarão associados aos resultados dos indicadores de atividade da próxima semana.
Nos EUA, a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve evidenciou um crescimento modesto da atividade econômica em junho. O resultado do PIB do segundo trimestre sinalizou que a recuperação da economia norte-americana perdeu o dinamismo no segundo trimestre. Portanto, a falta de sinais de uma recuperação robusta nos levara a crer que a taxa de desemprego a ser divulgada na próxima semana não deverá cair.
Na semana que vem, teremos os seguintes destaques nos EUA: ISM, Payroll (variação da folha de pagamentos e taxa de desemprego) e venda de casas pendentes. Na Europa, os destaques serão: vendas no varejo, decisão de taxa de juros pelo BCE, e o índice de preços ao produtor – PPI e PMIs (indicadores antecedentes de atividade).
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