Você é um convicto investidor de longo prazo? Daqueles que consideram ter três coisas importantes na vida: Esposa, filhos e os lotes de Petrobrás? Teve que fazer curso de meditação oriental, para acompanhar a performance de sua carteira durante a crise? E agora está preocupado que o Ibovespa já está com mais 67.000 pontos e com valorização de cerca de 79% em 2009? Então você pode proteger sua carteira de possíveis correções ou, até mesmo, conseguir uma remuneração extra.
Uma operação muito atrativa e de baixa complexidade para investidores de longo prazo é conhecida como “lançamento coberto de opções”. Num primeiro momento, ao ouvir falar em opções, boa parte dos investidores entendem tratar-se de operações extremante arriscadas. Contudo, algumas combinações entre ações e opções permitem a qualquer investidor montar operações com limites de ganho e perda preestabelecidos. E, portanto, controlados.
A operação consiste em lançar opções de empresas líquidas — como as preferenciais da Vale (VALE5) e Petrobrás (PETR4) — com o preço de exercício acima do preço de mercado da ação. As opções lançadas devem ser na mesma quantidade das ações que você já tem em carteira, que serão colocadas, portanto, como garantia. Essas operações são também conhecidas com “OTM” (Out the Money ou Fora do Dinheiro)
Por exemplo:
No mês passado, um investidor executou uma análise cuidadosa do mercado em 22/09. Chegou à conclusão de que PETR4 provavelmente não chegaria a R$ 38,00 antes do dia do vencimento das opções da série J, em 19/10. Confiante em sua análise, executou a seguinte operação:

Devido à distribuição de juros sobre capital próprio em 01/10, no valor de R$ 0,17, o preço de exercício da opção PETRJ38 é de R$ 37,83. Sendo assim, lança (vende) mil opções PETRJ38 ao valor de R$ 220,00 (menos a corretagem). O valor será creditado na conta em D+1, diminuindo, portanto, o preço médio da ação em carteira.
Como o preço de PETR4 ficou abaixo dos R$ 37,83 no período, a opção não foi exercida e o lançador continuou com suas ações. Com isso, remunerou sua carteira em R$ 220,00 ou 0,6%, em 18 dias úteis. Fora a própria valorização do ativo no mesmo período, que chegou ao vencimento com mais de 6% de valorização em relação ao dia do lançamento.
Suponhamos agora que PETR4 valorizasse significativamente, chegando a R$ 39,00. Então, numa primeira hipótese, o lançador venderia suas ações a R$ 38,00, com uma valorização de 9,7% em relação do dia do lançamento. Apesar da excelente valorização, a desvantagem é que o rendimento acima dos R$ 38,00 teria sido perdido, limitando, portanto, a rentabilidade da carteira no período.
Numa segunda hipótese, o investidor não entregaria suas ações no vencimento. Para tanto, recompraria as mil opções, que teriam agora um valor próximo a R$ 1,17 (valor atual de PETR4 a R$ 39,00, menos o preço do exercício a R$ 37,83). Neste caso, estaria pagando ao mercado R$0,95 para fechar a operação com a PETRJ38. Isso equivale ao prêmio da atual compra a R$ 1,17, menos o da venda anterior a R$ 0,22.
Imediatamente, faria a venda coberta da opção do vencimento seguinte (série K), que, provavelmente, estaria com o prêmio próximo ao valor pago para fechar a operação do vencimento anterior. Para quem usa essa estratégia, provavelmente passará por algumas rolagens se a ação continuar subindo. É claro que poderá arcar com pequenas diferenças entre os vencimentos, mas talvez seja melhor que ter que se desfazer de toda a sua carteira de ações.
Por outro lado, caso houvesse uma desvalorização significativa do ativo, o investidor teria diminuído o break even (ponto em que os ganhos se igualam às perdas) da operação. Com o financiamento, a desvalorização da carteira só começaria com o preço de PETR4 abaixo dos R$ 34,41. Com isso, faz-se uma proteção, que equivale ao preço do ativo menos o prêmio da opção no dia do lançamento. Ou seja, um hedge (ou cobertura para o investimento) de 0,64%.
Como estamos falando em 18 dias úteis de operação, podemos dizer que a remuneração extra equivale à valorização do ativo, mais a Selic no período. Neste caso, como o investidor de longo prazo normalmente faz diversas compras do ativo ao longo do tempo, é possível diminuir o preço médio da carteira com o financiamento.
Desde pequeno, eu gostava de montar e desmontar brinquedos para ver como funcionavam. Com pedaços de barbante e caixas de fósforos, passava os finais de semana na casa dos meus avós, em Curitiba, montando pequenos elevadores. Por isso, me apelidaram de “Professor Pardal”.
Aos 16 anos, encontrei na Engenharia Mecânica a maneira de levar este sonho adiante. Depois de formado, fui trabalhar em uma empresa multinacional sueca, que montava grande fábricas de celulose, como a Aracruz e a Bahia Sul (Suzano). Nessa época, já me interessava por investimentos e, no intervalo do almoço, lia a Gazeta Mercantil para cuidar melhor das minhas economias aplicadas em renda fixa. E foi com elas que consegui dar entrada no meu primeiro apartamento. Os projetos de fábricas pararam e tive um sério problema de saúde. Após uma cirurgia na coluna, resolvi mudar o rumo da minha vida e fui trabalhar com meu pai.
Ele era um dos sócios de uma Distribuidora de Títulos e Valores, mudou de uma empreiteira para um banco regional, levado por meu avô materno. Meu destino foi o mesmo. Trabalhar com o pai nunca é fácil, mas ele me ensinou muito e até hoje é meu consultor. Na época, todos só queriam saber do overnight, por causa da inflação e das altas taxas de juros.
Durante o primeiro ano, tive a oportunidade de fazer vários estágios em mesas de corretoras e bancos, além de diversos cursos, que aceleraram meu aprendizado. Descobri naquele momento minha paixão pelo mercado de ações e derivativos.
Em 1994, nos associamos à Bolsa do Paraná e montamos uma corretora. Operávamos na Bovespa através de outra corretora, onde trabalhava o Norberto Giangrande Jr., futuro sócio-fundador da Link Investimentos. Nessa época, acompanhei sucessivas crises econômicas: México, Ásia, Rússia. Foram crises sentidas em todas as Bolsas, durante o início da globalização dos mercados e da internet. E assim, vi a importância de estar próximo dos clientes nos momentos difíceis, para melhor orientá-los.
Já em 1998, montei minha corretora SPIRIT, com mais um sócio. Durante sete anos, fomos a 1ª colocada no ranking regional. Essa experiência me ensinou muito, sobre como é importante ter uma equipe unida e trabalhar em grupo. Foi também nessa mesma época em que efetivamente nasceu a Link Investimentos. E, graças ao contato com Norberto, fomos um dos primeiros clientes a abrir o cadastro na época, para operar derivativos e commodities.
Passei a fazer parte do Conselho da Bolsa e fui Presidente do Sindicato da Corretoras. Assim, pude colaborar e participar de muitas mudanças para o fortalecimento das Bolsas. Em 2004, poucos anos após a fusão das bolsas com a Bovespa, resolvemos vender a SPIRIT e ir trabalhar em um projeto maior, em uma grande corretora nacional. Foi em 2008 que Norberto convidou a mim, mais oito profissionais, e amigos que me acompanham desde a SPIRIT, para abrir o primeiro escritório da Link em Curitiba.
Hoje sou responsável pela filial e gerencio uma equipe de 13 pessoas, que atuam na área comercial e de atendimento aos clientes, seja de Home Broker, Mesas de Commodities, Futuros e Ações, ou Wealth Management. Tenho orgulho de fazer parte dessa história de sucesso.
Fernando Ferreira Bonilha nos enviou mais uma vez um texto de seu blog Aviso aos Navegantes. Desta vez, ele nos traz as ideias de Jim Martens, um profissional que é referência no mercado. Já vimos um texto dele que falava sobre o famoso trader Jesse Livermore. Segue o novo texto na íntegra:
Assistindo mais do que agindo
Como eu, você também pode desfrutar da leitura do pensamento de experientes profissionais sobre o negócio de trade. Jim Martens, EWI da Moeda Sênior Strategist, que regularmente posta no “Mercado Insight”. Aqui está uma pequena adaptação da Jim’s Insights de janeiro:
Depois de escrever o último Mercado Insight de 2008, recebi uma série de e-mails de assinantes em relação à minha afirmação de que a maioria dos traders — mesmo os melhores profissionais — erram mais do que acertam. Bem, gostaria de ir ainda mais longe e sugerir que um profissional pode ganhar com apenas uma taxa de sucesso de 33%. A chave disso é money management, sugerimos a “Position Sizing”.
Na prática, isso significa adotar uma abordagem que ofereça pontos específicos da saída com prejuízo (stop loss). O Princípio das Ondas de Elliot permite isso. Você deve ser capaz de admitir um erro rapidamente e, em seguida, agir para proteger o seu capital. Significa, também, ensinar-nos a esperar pelo dia em que o caminho mais provável do mercado se apresente. E só depois agir, agressivamente e com confiança.
Para fazer isso durante um longo período de tempo, você deve ter disciplina. A falta de disciplina é a principal razão para que tão poucos traders consigam alcançar êxito duradouro. E quando os padrões não forem claros? Vamos sentar em nossas mãos, ou deixar as máquinas de cotação desligadas?
Poderia fazer isso? Seja honesto: Poderia ficar fora dos mercados, durante dias, ou talvez semanas? Poderia deixar seu dinheiro parado na sua conta e deixar de satisfazer sua necessidade de ser parte do “jogo”? Você sabe que reduziria o seu nível de estresse!
A maioria dos traders vai fugir dessa abordagem, porque ela significa gastar muito tempo assistindo e não participando. Basta estarmos posicionados, e teremos toda a diversão do mundo! Transformar o que fazemos em um negócio é a remoção de todo o seu valor de entretenimento. Duvido que muitos de nós estejam conectados à melhor forma de assistir, em vez de agir.
Poderia fazê-lo?


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