por: Monica Saccarelli

Como responsável pelo Link Trade, costumo acompanhar e assistir a maioria dos nossos eventos educacionais – que são muitos. O maior prazer dessa atividade é a oportunidade de ensinar e contribuir para a educação financeira das pessoas, principalmente em um país como o nosso.

A maioria desse público me diz que precisa estudar mais antes de investir, porém, toda vez, me questiono se realmente é necessário estudar antes de investir em ações. Me pergunto também: estudamos para aprender a andar de bicicleta? Lemos o manual do carro antes de dirigi-lo? A moçada de hoje estuda computação antes de tornar-se um heavy user da internet? Será que não é a prática que nos fez aprender?

Minha carreira também pode ser um exemplo disso, pois sou diretora de uma empresa financeira, mas minha formação acadêmica é marketing e comunicação. Não estou dizendo que o estudo não é importante, pelo contrário. Acredito muito em formação, e por isso investi nisso também, mas o meu conselho é que devemos deixar de complicar tanto algumas coisas e fazer mais. Atitude é importante para tudo acontecer – só ganha ou perde um jogo se participar dele!

E como saber investir na bolsa se nunca investir?

Com essa pergunta respondo em 10 pequenos passos para quem tem vontade de investir e ainda não começou:

1.  Assista uma palestra ou leia um livro do Gustavo Cerbasi.

2.  Faça seu balanço financeiro: descubra seus ganhos e despesas (até mesmo o café diário).

3.  Tenha um objetivo (sonhar também é permitido).

4.  Procure uma corretora ou instituição financeira que realmente pense no cliente e tenha programa educacional.

5.  Invista R$ 300 ou R$ 500 através do Home Broker.

6.  Participe de palestras básicas da corretora e comece a trocar experiências com outros investidores.

7.  Viva o dia-a-dia da bolsa, o sobe-e-desce ou o ganhei-perdi

8.  Tenha disciplina e aprenda o que é o STOP

9.  Aprofunde seu conhecimento e faça algum curso dos especialistas em análise técnica (como: Marcio Noronha, Fernando Goes e Fausto Botelho) ou opções (Bastter).

10.  Cuide mais de você (corpo e mente).

Enfim, acredite que a vida e o tal mercado financeiro são mais simples do que você imagina. E os dois são feitos de risco x retorno!

por: Fernando Góes

Você sabia que a maioria dos erros que cometemos no mercado de ações tem o fator psicológico como principal causador?

Alguns investidores ficam esperando um bom momento para comprar e não conseguem tomar a decisão na hora exata e quando o mercado confirma a alta, a emoção fala tão alto que acaba dando lugar a uma estratégia tomada racionalmente, sendo tarde demais. Muitas vezes é nessa hora que o mercado entra em queda e a ‘falta de sorte’ é a primeira causa identificada para justificar por que não se tem sucesso nesse mercado.

Há ainda aqueles que possuem um perfil mais agressivo. Entram muito cedo, saem muito cedo, trocam de papel como quem troca de roupa, operam em excesso e, novamente, a causa da perda será entendida como “falta de sorte” quando, na verdade, a causa é psicológica.

Quase todos que entram no mercado têm como objetivo ganhar dinheiro, mas muitas vezes outros motivos emocionais, tais como o desafio e o prazer, estão atrelados ao objetivo inicial.

É preciso entender que estamos lidando com a parte mais sensível do ser humano – o nosso bolso. Se não houver disciplina e principalmente estratégia, o seu dinheiro vai oscilar dia após dia, sendo muito difícil ter sucesso com o ‘ganhar dinheiro’. Ganhar, na verdade, está associado a operar corretamente. Ou seja, com disciplina e estratégia.

E é assim que o trader acaba sempre insatisfeito, quando perde, quando ganha e sai cedo demais e até no que parece uma operação perfeita pensa que poderia ter negociado um lote maior. A preocupação maior, neste caso, está no fim que é o dinheiro e o trader não se atenta que deveria estar preocupado com o meio, que é realizar uma operação estrategicamente correta. Lembre-se: no mercado de ações o fim (dinheiro) não justifica o meio (estratégia ou o porquê está operando).

Para mudar de atitude é preciso se conhecer melhor e entender qual é o seu perfil. Você é conservador ou agressivo? Que estratégia está adotando? Qual é o seu objetivo? Qual é o seu stop se der errado? Curto, médio ou logo prazo? Quanto mais perguntas conseguirmos responder antes de entrar em uma operação, mais correta e estratégica será a operação. O dinheiro será uma recompensa do operar corretamente e não o contrário.

Imagine se um cirurgião ao operar seu paciente pensasse o tempo todo no dinheiro que ganharia com a cirurgia? Com certeza, suas chances de erro seriam muito maiores…

O grande segredo é sempre ter bem definido qual a sua tática e estratégia para operar corretamente. No próximo artigo vamos falar justamente sobre isso.

por: Rico.Com.Vc

Para essa semana teremos agenda norte-americana bastante agitada, com indicadores ligados a atividade econômica. No ambiente doméstico uma agenda mista com dados de inflação, atividade, crédito, resultado fiscal e perspectiva de política monetária com a divulgação da ata do Copom.

Em relação aos eventos mais esperado pelo mercado, teremos as decisões da reunião do G-20, que será em torno da discussão sobre a “Guerra Cambial“. Além disso, a semana conta com a temporada de balanços corporativos nos EUA, destaque: Ford Motors, Procter & Gamble, Whirlpool, Motorola Inc, Chevron Corp, Exxon Mobil, Avon e Microsoft.

No Brasil, o maior destaque da semana é a ata do Copom. Questões como o descompasso entre consumo (varejo), emprego e produção industrial podem ser o destaque, além da piora da inflação corrente e a valorização cambial.No lado de inflação, há a divulgação do IGP-M, em que projetamos alta de 1,02%, influenciado diretamente pela alta de 4,65% no IPA agro, que deve ser pressionado pelo preço de feijão, milho, carnes e aves.  Adicionalmente, o IPA industrial seguirá contido, influenciado pela apreciação do real, estimamos leve alta de 0,22%.

Nos EUA, os indicadores de destaque da semana são: a primeira divulgação do PIB do 3° trimestre, em que é esperada alta de 2,2% na base trimestral anualizada, valor acima do 2° trimestre (1,7%). E, ainda no campo da atividade norte-americana serão divulgados o índice de atividade CFNAI do Fed Chicago, o índice de Gerentes de Compras de Chicago,  e os índices de atividade industrial do Fed Richmond e Dallas.  No lado do mercado imobiliário americano, teremos as vendas de casas existentes e novas. Bastante importante será o resultado final da confiança do consumidor da Universidade de Michigan e o Conference Board.

Na Europa o destaque da semana serão: a confiança do consumidor, a taxa de desemprego, e o índice de preços ao consumidor (CPI) da Zona do Euro. Além disso, a Inglaterra divulga a revisão do PIB do 3° trimestre.

Continue acompanhando as análises e dicas da área Link Economic Research aqui no blog, e não perca a próxima coluna O que vem por aí? na semana que vem.

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