por: Caroline Guedes

Criado em março de 1999 pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o home broker é uma ferramenta que permite negociar ações e outros ativos financeiros direto da internet.

A tela do home broker, onde são feitas as operações, varia de acordo com a corretora. Em geral, existe um campo para que o cliente possa procurar o ativo que quer comprar (pelo código ou nome) ou selecioná-lo de uma lista (como mais negociados ou maiores altas). Depois de selecionar o papel, digitar a quantidade de ações que quer comprar e o valor da compra, a ordem é enviada para a corretora, pela internet. Depois, o cliente recebe a confirmação de envio e, a partir daí, é possível acompanhar o desempenho da aplicação em tempo real.

Além da praticidade e da agilidade nas negociações, o home broker oferece vantagens como: consulta a informações financeiras e de custódia, envio de ordens programadas, consulta de gráficos, notícias, entre outros.

Como começar?

Basta efetuar um cadastro com uma corretora de valores habilitada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e enviar, se a corretora exigir, o depósito inicial.

Abaixo, segue um modelo, que pertence ao LinkTrade:

Home Broker

Nele, é possível enviar ordens de compra dos tipos limitada e start, assim como a venda dos tipos limitadas, stop loss e gain. Abaixo, mais detalhes sobre elas:

Ordens de compra

Limitada: tipo de ordem onde são especificados os limites quanto ao preço (o mínimo, se for de venda, e máximo, se for de compra). São executadas ao preço estabelecido ou a um preço melhor.

Start: é uma ordem de compra programada para ser enviada à Bovespa quando a cotação do papel atingir ou ultrapassar o preço de disparo pré-determinado pelo cliente. A ordem será enviada com o preço de compra, também pré-determinado pelo cliente. Por exemplo: a ação está sendo negociada a R$ 1,00 e sua resistência é R$ 1,50 (analise gráfica). O investidor quer comprar a ação apenas se conseguir o negócio acima dessa resistência. Dessa forma, ele poderá colocar a ordem com o preço de disparo R$ 1,51 e preço R$ 1,60.

Ordens de venda

Limitada: da mesma forma que na ordem de compra, acima.

Stop loss:
é uma ordem de venda que pode ser utilizada como proteção para o investidor. O cliente define seus critérios de validação como preço stop, preço venda, validade e quantidade. A ordem é enviada pela Bovespa quando o preço da ação for igual ou menor ao preço de disparo definido pelo cliente. Exemplo: o investidor compra uma ação a R$ 25 e quer limitar sua perda a 10%. Assim, pode determinar uma ordem stop limitada a R$ 22,50. Quando o preço do último negócio (cotação) for igual ou menor a R$ 22,51 (preço de disparo), será disparada uma ordem de venda, limitada a R$ 22,50 (preço de venda).

Stop gain: é parecido com o stop loss, porém, o investidor limitará o lucro, sendo necessário programar um preço de disparo superior à cotação atual do papel. Nas duas situações o preço de venda é igual ou inferior ao preço de disparo.

Mas antes de começar a investir por meio do home broker, seguem algumas recomendações:

  • Crie uma senha segura;
  • Tenha um programa anti-vírus ativo e atualizado no computador;
  • Faça atualizações constantes do seu navegador, para melhorias de segurança;
  • Evite o uso de equipamentos públicos ou de uso coletivo.

E bons negócios!

O que vem por aí? 3ª semana de Agosto

16
ago
2010
16/ago/2010
Categorias: O que vem por aí?
por: Link Trade

Para essa semana podemos esperar uma agenda norte-americana bastante agitada, com indicadores ligados a atividade econômica. No ambiente doméstico, uma agenda essencialmente marcada por indicadores de preços, destaque para o IPCA-15, segunda prévia do IGP-M e IGP-10.

No continente europeu, a semana será mais tranquila em relação a agenda de indicadores, mas é importante seguir monitorando as notícias sobre a situação dos bancos e dos problemas fiscais de alguns países da Zona do Euro. Com destaque para o índice de preços ao consumidor e a pesquisa Zew de sentimento econômico.

No Brasil, a atenção recai no IPCA-15 de agosto, para este número esperamos alta de 0,10% ante queda de 0,09% registrada no IPCA-15 de julho. A aceleração da inflação no mês se deve, principalmente, ao reajuste de meio de ano das mensalidades escolares e cursos, uma deflação menor em alimentos e a aceleração nos preços dos combustíveis, em especial o álcool. Outro índice de destaque é o IGP-10, em que projetamos alta de 0,43% impulsionado pela alta do preço do minério de ferro. Vale citar que essa semana também devem ser divulgados os números de empregos formais de julho do CAGED, mas ainda sem data definida.

Nos EUA, após o Federal Reserve (FED) ressaltar a preocupação com o ritmo modesto da recuperação da economia norte-americana e adotar novas medidas estímulo, os indicadores de atividade ganham importância nesta semana. Para a próxima semana, os dados de atividade de maior destaque são: Produção industrial, indicadores antecedentes e os índices de atividade industrial medido pelo Fed Filadélfia e pelo Fed NY. No lado da inflação também vale destacar o PPI (Índice de Preços ao Produtor) que será divulgado na quinta-feira.

Continue acompanhando as análises e dicas da área Link Economic Research aqui no blog, e não perca a próxima coluna O que vem por aí? na semana que vem.

Próximos eventos

Aluguel e Termo

Day Trade – Intensivo

Finanças Pessoais

Imposto de Renda

Mulheres em Ação

Operando Minicontratos

Estratégias para conquistar seu Primeiro Milhão (com Gustavo Cerbasi)

Home Broker – Link Trade

Mercado de Ações – Primeiros Passos

Operações Long & Short


por: Monica Saccarelli


Talvez você não tenha se dado conta, mas a tão falada geração Y pode estar influenciando a sua vida, mesmo que você faça parte da geração X (de 1965 a 1979) ou dos “baby boomers” (de 1946 e 1964). Representada por jovens adultos de até 30 anos, a geração Y já promove grandes mudanças em nossa vida social e profissional.

Intrigada com a ansiedade de amigos e colegas de trabalho dessa geração, que parece precisar conquistar tudo até os 30 anos senão o “mundo acaba”, eu decidi observar mais atentamente o comportamento desse público que logo tomará conta do mercado de trabalho e, consequentemente, também trará grande impacto ao mundo financeiro.

Para a bolsa, em especial, a nova geração adquire cada vez mais relevância, colhendo os frutos da melhora pela qual a economia brasileira passou nos últimos anos. Afinal de contas, a geração Y já chegou ao mercado com um cenário de inflação controlada. Com a presença crescente da bolsa no noticiário, o assunto também se tornou mais familiar.

No tempo da geração dos “baby boomers”, a compra e venda de ações ocorria via operadores do pregão por meio do contato cliente-corretora, por telefone ou visita pessoal. Com o avanço tecnológico, hoje basta um clique no mouse para enviar suas ordens, sendo esse o meio de operação favorito da geração Y, a geração da internet. Enquanto os mais velhos cativam o relacionamento com o gerente do banco ou o corretor da bolsa, essa geração foge desse procedimento, encarado como tão velho e arcaico quanto um talão de cheques. Para eles, o home broker e o home banking são o seu habitat.

O investimento deles ainda não se destaca pelo volume, pois estão há pouco tempo no mercado de trabalho e, portanto, possuem uma renda menor que a de um sênior da geração X. Mas o que se vê no mercado é que olham para a bolsa de outra forma, com menos receio.

Exibem um conhecimento da bolsa que dá inveja em muitos “coroas”. Com o efeito da internet, se acostumaram a buscar tudo na web, revelando uma faceta autodidata. É impossível, inclusive, imaginar o dia desse jovem sem o auxílio das plataformas digitais.

Geração YO dia típico de um investidor Y começa com o despertar do smartphone. A caminho da academia, lê os e-mails e se atualiza da movimentação dos mercados estrangeiros com a ajuda de aplicativos especializados. No trabalho, sempre encontra tempo para uma operação ou outra no home broker, enquanto cuida dos afazeres da empresa.

A interatividade já faz parte do seu cotidiano, seja em chats diários com analistas, na participação em fóruns de redes sociais ou na troca constante de SMS com amigos e paqueras. Além disso, tem dias em que encontra tempo para assistir um curso à distância.

Não por acaso, é o público que mais tem motivado os lançamentos de ferramentas de compra e venda de ações para IPhone. Nesse universo de conectividade, acompanhar as ações diariamente não é um bicho de sete cabeças, mas uma tarefa tão simples como ter mais uma janela aberta no desktop do computador. Totalmente inserido numa realidade multimídia, esse jovem não tem dificuldade em realizar várias atividades ao mesmo tempo.

Sua personalidade imediatista os inclina mais para as análises técnicas. O gráfico se torna atrativo não apenas pela sua característica de investimento de curto prazo, como também na metodologia de análise, mais fácil que a de ler balanços financeiros.

Além disso, esse jovem tende a se tornar um investidor globalizado, sem fronteiras, a exemplo da internet. Quando uma análise sugere que um papel listado numa bolsa de fora é atrativo, nada o impede de explorar esse novo mercado.

Após essa reflexão, me dei conta de que entender a geração Y não era uma mera demanda da minha curiosidade pessoal, mas uma necessidade que o mercado começa a nos trazer. Na vida pessoal, os prejuízos de ignorar esses fatos podem ser apenas sociais, mas, se não estivermos atentos, não seremos bons gestores dessa geração Y e muito menos iremos satisfazer esse novo perfil de cliente, cada vez mais relevante.

E com a ansiedade dessa moçada, não se surpreenda se um dia você se deparar com um chefe dessa geração, que não entenderá se você ainda não estiver familiarizado com o mundo moderno. Se por um lado é uma questão de tempo para que sejamos cobrados sobre essas novas tendências, da mesma forma quem for precavido poderá lucrar caso tente se antecipar a esse movimento, tão irreversível quanto a própria internet.


Artigo de Monica Saccarelli publicado no jornal Valor Econômico de hoje.

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