A agenda desta semana pode reservar surpresas, com indicadores econômicos de grande importância aqui no Brasil e no exterior.
Os destaques da semana no ambiente doméstico serão a reunião do Copom, a divulgação do PIB do 2° trimestre, a produção industrial e o IGP-M de agosto. Vale lembrar também que grande parte das atenções recairão sobre o processo de capitalização da Petrobras, que pode destravar o mercado doméstico de câmbio com a definição do preço do barril de petróleo.
Em nossas estimativas, o IGP-M terá alta de 0,60%. Na abertura do índice, esperamos alta de 1,10% no industrial, impulsionado ainda pelo minério de ferro. Vale lembrar que o minério de ferro deve ter um reajuste negativo por volta de 10% a partir de outubro. No lado agrícola, a alta estimada é de 0,60%, com as commodities agrícolas (soja, carne, milho e algodão) influenciando para alta. Por outro lado, para a inflação ao consumidor IPC, projetamos queda de 0,22%.
Para esta reunião do Copom esperamos a manutenção da Selic em 10,75%. Depois da última ata, os analistas de mercado entenderam que o Banco Central segue de olho na incerta recuperação das economias avançadas, e também na moderada taxa de inflação doméstica. Esses podem ser argumentos que sustentam o consenso de mercado na manutenção da taxa.
Projetamos que a produção industrial apresentará alta de 1,2% na comparação com o mês de junho e 9,5% na comparação com julho de 2009. Este número evidenciará que junho foi um mês atípico para a trajetória da produção industrial no ano. O efeito copa do mundo desaparecerá, e a alta que estimamos compensará a queda de 1,0% apontada em junho. Para o PIB do 2° trimestre, a mediana de mercado apresenta alta de 0,6% na comparação com o 1°trimestre do ano. Taxa bastante inferior à registrada em trimestre anterior (+2,7%), quando provavelmente marcou o pico de expansão da atividade. Portanto, o resultado do PIB do 2° trimestre refletirá a acomodação verificada especialmente na produção industrial, mas com os investimentos ainda em ritmo forte.
Nos EUA, além da agenda repleta de dados de atividade, emprego e do setor imobiliário, o FOMC divulgará a ata da última reunião.
A semana passada foi marcada por dados fracos de atividade manufatureira e pelo setor imobiliário, levando o mercado a acreditar que a recuperação americana ainda patina e mostra sinais de fragilidade. Agora, os indicadores da próxima semana ganham mais importância, para que o mercado consiga identificar o grau de desaceleração da economia.
Os dados de emprego (Payroll) serão o grande destaque, sendo divulgados somente na sexta-feira. A expectativa é de que ocorra uma redução de 100 mil postos de trabalho, ainda influenciada pela redução dos empregos temporários da pesquisa do Census. Nos demais eventos da semana, deve-se destacar a ata do FOMC, o ISM de manufatura, os gastos com construção civil, as vendas de casas pendentes e a confiança do consumidor.
E, no continente europeu, a semana traz dados de inflação e atividade da Zona do Euro. Os destaques da semana, no lado da atividade, ficam para a taxa de desemprego, as vendas no varejo, e os PMIs. No lado dos preços, teremos a inflação ao produtor PPI e ao consumidor CPI da Zona do Euro.
Na Ásia, a China divulgará o PMI de manufatura de agosto.
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