por: Rafael Cintra

O EBITDA é um indicador financeiro bastante utilizado pelas empresas de capital aberto, assim como pelos analistas de mercado. É a sigla em inglês para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, que significa lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (LAJIDA).

Ele reflete o potencial de geração de caixa decorrente das operações da empresa, sem considerar o custo de qualquer capital tomado emprestado. O cálculo é muito simples:

EBITDA = Receita Líquida – CPV – Despesas Operacionais + Depreciação/Amortização

O EBITDA não é afetado pelas diferentes regras de depreciação, por variações nas taxas de juros e pelas diversas leis tributárias. Isso torna possível a comparação de empresas de diversos países e facilita o trabalho de fazer projeções sobre resultados futuros. Ao analisar uma empresa, é importante olhar para seu EBITDA, pois ele indica quanto de caixa é gerado com a atividade principal dela (por exemplo: vender carne, passagens aéreas, serviços de telefonia, etc).

Mas, apesar dos pontos positivos e da simplicidade, esse indicador apresenta diversas falhas. Uma delas é que o EBITDA não leva em conta as variações no capital de giro e, por isso, sobrevaloriza o fluxo de caixa. Outro prolema é que ele não considera o montante de recursos necessários para recompor os ativos (CAPEX).

Uma decisão de investimento não pode ser tomada com base em um único indicador. É preciso olhar também outros fatores financeiros e estratégicos, como o nível de endividamento da empresa, a necessidade de investimentos para os próximos anos, a política de dividendos, a posição que ela ocupa no mercado em que atua, entre outros pontos que podem aparecer no caminho.

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