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	<title>Meu Milhão &#187; Minha História</title>
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	<description>O blog oficial do home broker Link Trade</description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 Jul 2010 17:52:43 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Conheça um dos sócios do home broker Link Trade</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 14:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Link Trade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>
		<category><![CDATA[análise gráfica]]></category>
		<category><![CDATA[análise técnica]]></category>
		<category><![CDATA[home broker]]></category>
		<category><![CDATA[mercado vendável]]></category>
		<category><![CDATA[operações]]></category>
		<category><![CDATA[simetria sanfonada]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto de Fernando Biondi

Noronha iniciou no mercado de renda variável em 1967, tornando-se dos mais conceituados analistas gráficos do Brasil. Consultor e gestor de recursos financeiros, desde 2008 atua como Home Broker da Link Investimentos. Formado em economia é também autor da “Timing“, a primeira revista eletrônica do país, e do livro “Análise Técnica: Teorias, Ferramentas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de <strong>Fernando Biondi</strong></p>
<p><em><img class="alignleft size-full wp-image-1412" title="Márcio Noronha" src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/noronha.jpg" alt="" width="210" height="300" /></em></p>
<p><em>Noronha</em> iniciou no mercado de renda variável em 1967, tornando-se dos mais conceituados analistas gráficos do Brasil. Consultor e gestor de recursos financeiros, desde 2008 atua como Home Broker da<em> Link Investimentos</em>. Formado em economia é também autor da “<em>Timing</em>“, a primeira revista eletrônica do país, e do livro “<em>Análise Técnica: Teorias, Ferramentas e Estratégias</em>“.</p>
<p><strong>O que o levou a escolhe</strong><strong>r a análise técnica para conduzir suas operações?</strong></p>
<p>Uma sequência de perdas com opções no início de 1984 coincidindo com o conhecimento de Peter Gillinghan, um analista técnico inglês que tinha vindo para o Brasil tentar a sorte e passava os dias assistindo o pregão na sala de clientes da minha corretora. Ele sugeriu que eu lesse o seu livro de cabeceira “Timing – Uma Nova Estratégia Diária de Maximização dos Lucros no Mercado de Ações” de Joseph Granville. Foi amor à primeira vista.</p>
<p><strong>Qual o tipo de operação o senhor realiza com mais freqüência em seus negócios e como costuma definir a estratégia para entrada, saída e controle de risco?</strong></p>
<p>Faço dois tipos de operações. No dia-a-dia, concentro 90% do meu capital bursátil, fazendo “operações de posição”, nas quais busco permanecer o maior tempo possível surfando uma tendência. No outro tipo, em vez de operar opções prefiro colecionar ações com simetrias potencialmente altistas. No primeiro caso, utilizo a simetria e as distâncias entre os suportes e as resistências para definir a estratégia operacional. Normalmente utilizo o fundo anterior como estope para as compras e o topo anterior para estopar as vendas. Em nenhum momento tenho uma exposição de risco superior a 3% do meu patrimônio bursátil. No segundo, não uso estope, apenas guardo na gaveta.</p>
<p><strong>Quais as lições mais relevantes aprendidas em sua vida como operador?</strong></p>
<p>Primeiro e mais importante: Sem disciplina e estope não se vai longe.<br />
Segundo: Evitar tomar decisões operacionais influenciado pela mídia.<br />
Terceiro: Não depender do dinheiro utilizado nas operações para pagar as contas no final do mês. Caso contrário, pressionado emocionalmente, dificilmente conseguirá ser disciplinado.</p>
<p><strong>O senhor diz admirar os trabalhos dos analistas Joseph Granville e Jim Sloman. Qual a contribuição marcante desses profissionais?</strong></p>
<p>O <em>Granville</em> me mostrou como fazer uma leitura correta dos fundamentos técnicos do mercado e, sobretudo, a vê-lo como um Jogo. O <em>Sloman</em> me fez ver o Tabuleiro onde o jogo é jogado e como movimentar-me de forma mais eficiente sobre ele.</p>
<p><strong>Robôs, algoritmos, alta freqüência são termos atuais. As inovações tecnológicas trazem consigo alterações significativas, cobrando novas posturas dos traders diante das operações?</strong></p>
<p>Acho que não. Seria preocupante se elas pudessem afetar as tendências, pois neste caso os mercados poderiam ser manipulados. Nesse ambiente de robôs algoritmos e alta freqüência, atualmente são tantos investidores lutando com as mesmas armas que acabam se anulando. Geralmente são ferramentas que se aproveitam de distorções de curtíssimo prazo sem afetar a direção dos preços. O lado positivo foi que abriram espaço para um novo tipo de profissional “o trader cientista”.</p>
<p><strong>O mercado carece de restrições e mudanças visando coibir o alto poder especulativo, como, por exemplo, restringir ou banir a venda a descoberto?</strong></p>
<p>Um mercado do tamanho do nosso não pode ser manipulado. Alguns investidores mais leigos, por ignorância, acreditam que algumas Fundações ou um pool de grandes bancos possam, em algum momento, se juntar para manipular algum mercado ou ativo. Talvez não saibam que a maioria dessas instituições tem uma grande quantidade de traders competindo entre si pelas melhores perfomances, bem como, contra os bancos concorrentes, todos buscando o melhor retorno para os seus fundos. Não acho que a venda a descoberto deva ser banida. Acho que deve haver regras, mas uma vez estabelecidas as operações devem ser livres.</p>
<p><strong>Quais os erros mais comuns daqueles que operam mercados?</strong></p>
<p>Operar por conta própria sem nenhum conhecimento.<br />
Ficar congelado quando a operação não está evoluindo de acordo com o esperado.<br />
Alavancar no mercado a termo e de opções.</p>
<p><strong>O que é o método “Simetria Sanfonada”?</strong></p>
<p>A Simetria Sanfonada é uma metodologia alternativa de análise gráfica que assume que toda vez que surgir um ponto de retorno, na continuação o desdobramento mais provável é o inverso do que estiver mais próximo à sua esquerda. Em cima dessas trajetórias utiliza os principais níveis de suportes e resistências para avaliar e montar estratégias operacionais.</p>
<p><strong>A análise técnica se mostra eficiente para operar prazos menores que vão do curtíssimo ao curto prazo, e até mesmo o MP. É possível obter sucesso construindo uma carteira de longo prazo utilizando-se apenas deste método?</strong></p>
<p>A análise técnica funciona em qualquer periodicidade. Tanto serve para operar gráficos tic-a-tic como gráficos mensais ou anuais. O que vai mudar são os parâmetros de estope. Numa visão de curtíssimo prazo o estope deve ficar o mais próximo possível do preço corrente enquanto numa visão de longo prazo deve ficar suficientemente afastado do preço corrente para permitir que o mercado trabalhe sem que seja atingido pelas correções de curto prazo ou pelos ruídos externos.</p>
<p><strong>O que é o gráfico Futuro Mensal Perpétuo?</strong></p>
<p>O Gráfico do Índice Mensal Perpétuo foi um caso de “atirar no que vi e acertar no que não vi”. Devido ao Princípio da Confirmação da<em>Teoria de</em> <em>Dow</em> procurei transformar o gráfico do índice futuro que nasce e morre a cada dois meses num gráfico contínuo para poder confrontá-lo com o índice Bovespa à vista visando confirmar ou não eventuais rompimentos.</p>
<p>Com o passar do tempo percebi que em vez de evoluir de modo similar à trajetória do Bovespa desdobrava-se como um oscilador. De tempos em tempos atingia um determinado patamar (faixa vermelha) de onde caía durante um longo período até chegar num patamar inferior (faixa verde) de onde voltava a subir de volta ao patamar anterior. Trocando em miúdos, transformou-se num confiável indicador dos ciclos de alta e baixa de longo prazo.</p>
<p><strong>Gráfico Futuro Mensal Perpétuo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="aligncenter size-large wp-image-1417" title="Gráfico Futuro Mensal Perpétuo" src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/futdiario1-460x248.jpg" alt="" width="460" height="248" /><br />
</strong></p>
<p><strong>Como vê o desempenho dos índices Ibovespa e Dow Jones no médio e longo prazo?</strong></p>
<p>No momento estou em descompasso com as condições atuais do mercado. Vejo números conflitantes que me impedem fazer uma avaliação com convicção. Creio que só mesmo com mais algum tempo de desdobramento poderei fazer uma leitura que faça sentido, mas não sei dizer quanto tempo mais será necessário para que tudo entre em harmonia.</p>
<p><strong>O senhor é autor da revista Timing e analista da Link Trade, além de ministrar cursos sobre análise gráfica. Conte-nos sobre suas atividades atuais e o quais os ensinamentos os alunos aprendem em seus cursos?</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-1414" title="Revista Timing" src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/revistatiming.gif" alt="" width="200" height="198" /><br />
</strong></p>
<p>Minhas atividades atuais consistem de um chat diário das 9:00 às 10:00, da elaboração de análises diárias das ações que compõem o índice Bovespa acompanhadas de monitoramento – estratégias operacionais e movimentação dos estopes – e da edição da revista Timing nos fins de semana. De dois em dois meses dou um curso presencial num fim de semana com a duração de 20 horas alternando entre São Paulo e Rio de janeiro.</p>
<p>Nos meus cursos ensino aos meus alunos uma metodologia operacional muito simples baseada em desdobramentos simétricos associados aos topos e fundos, bem como a disciplina de serem predadores, de não operarem por operar, mas terem a paciência de aguardar pelo lugar certo para dar o bote e sair fora o mais rápido possível quando a operação não estiver evoluindo conforme o esperado.</p>
<hr noshade="noshade" /><em>Fernando Biondi é empresário, e escreve no blog <a href="http://www.papodebolsa.com/" target="_blank">Papo de Bolsa</a>.</em></p>
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		<title>Dedicação aos investimentos, na medida certa</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 13:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Cerbasi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca tive uma educação financeira, propriamente dita. Minha inspiração para começar a investir veio do meu pai&#8230; na forma de contra-exemplo. De origem muito humilde, ele fazia grandes sacrifícios pessoais para garantir conforto à família. Durante um tempo, meu pai aceitou trabalhar a 300 quilômetros da família em troca de uma posição melhor remunerada, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2009/10/gustavo_cerbasi.jpg" alt="" title="Gustavo Cerbasi" width="155" height="190" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" />Nunca tive uma <strong>educação financeira</strong>, propriamente dita. Minha inspiração para começar a investir veio do meu pai&#8230; na forma de <strong>contra-exemplo</strong>. De origem muito humilde, ele fazia grandes sacrifícios pessoais para garantir conforto à família. Durante um tempo, meu pai aceitou trabalhar a 300 quilômetros da família em troca de uma posição melhor remunerada, o que nos obrigou a vê-lo apenas nos finais de semana. Quando concluí meus estudos, prometi a meus pais e a mim mesmo que <strong>jamais sacrificaria</strong> o ambiente familiar pelo conforto.</p>
<p>Comecei a trabalhar em 1994, como professor de inglês. Sem registro em carteira, ganhava o equivalente a <strong>três tanques de combustível</strong> por mês. Metade disso, guardava em <strong>fundos de renda fixa</strong>, pois eram tempos de juros altos e inflação baixa. Assim, pagava à vista tudo o que eu queria comprar. Nunca paguei um carnê sequer na vida! Se eu tenho uma obsessão, é contra <strong>dívidas</strong> e <strong>financiamentos</strong>. Em 1996, fui contratado como estagiário no <a href="http://www.citibank.com.br/" target="_blank">Citibank</a>, onde comecei a diversificar com <strong>fundos de ações</strong>.</p>
<p>Acompanhava quase diariamente as reuniões de caixa, onde se debatia o cenário e as estratégias da tesouraria. Minha maior dificuldade, no início, foi domar a <strong>ganância</strong>! Por pura especulação, transformei R$ 1,5 mil em <strong>R$ 6 mil</strong> em poucos meses, voltando a R$ 3 mil em poucos dias. Perdi metade do meu capital em poucos dias por puro descuido, já que analisava apenas o <strong>gráfico</strong> e não o <strong>fundamento</strong> da empresa em questão. Essa foi minha única perda no mercado financeiro. Foi daí que saíram minhas lições mais importantes, porque eu sempre fui atrás de saber o que estava na cabeça daqueles que ficavam com meu dinheiro, quando eu o perdia. Já tive outras perdas, claro, mas sempre parciais, dentro de uma <strong>estratégia de carteira</strong>, acompanhadas de ganhos significativos em outros ativos.</p>
<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2010/03/01-300x225.jpg" alt="" title="Gustavo Cerbasi" width="250" height="187" class="alignleft size-medium wp-image-1074" />Fiquei viciado em <em>day trade</em>, mas ganhava tanto quanto perdia. Desisti das estratégias especulativas no dia em que minha namorada me visitou de surpresa e me pegou <strong>almoçando de pé</strong>, diante da tela do home broker. Na mesma época, comecei a lecionar em cursos de <strong>análise de balanços</strong> e <strong>contabilidade</strong>. Isso era em 2001, e eu ainda ganhava pouco. Porém, com o tempo, começaram a surgir depoimentos de alunos que tinham feito muito dinheiro com o conhecimento aprendido em minhas aulas. Foi aí que decidi dedicar mais tempo para aplicar essas <strong>estratégias</strong> em minha própria carteira, fazendo disso um negócio. Meus investimentos decolaram de vez quando juntei minhas estratégias de investimento com um plano bastante claro: <strong>casar</strong>.</p>
<p>Hoje, já juntei o que pretendia juntar, e tenho minha <strong>independência financeira</strong> conquistada com bastante solidez. Poupo 100% de minha renda do trabalho e vivo bem com o lucro dos investimentos. Não tenho o menor pudor em expor o fato de que estou aproveitando bem a vida, pois me <strong>planejei</strong> para isso. Só comecei a investir porque o mercado era acessível através dos <strong>fundos de investimento</strong>. Se fosse algo que me tomasse muito tempo, jamais acumularia dinheiro de forma eficiente, pois sempre fui muito dedicado à minha rotina pessoal e profissional.</p>
<p>Não reservo mais do que <strong>quatro ou cinco horas por mês</strong> às minhas estratégias e análises. O que mais consome meu tempo é minha estratégia para realizar <strong>sonhos</strong>. Chego a tirar férias de 60 dias corridos. Eu diria que o mercado financeiro me deu as condições para que minha vida passasse a ser mais <strong>segura e planejada</strong>. E as motivações para continuar surgem todos os dias, com as <strong>conquistas</strong> que acompanho na vida de meus filhos, e com os <strong>depoimentos</strong> de meus leitores e participantes de minhas palestras.</p>
<hr align="left" width="100px" noshade style="margin-top: 20px;">
<font color="#0f165e"><i><a href="http://www.maisdinheiro.com.br/" target="_blank">Gustavo Cerbasi</a> é autor de diversos <em>best sellers</em> na área de administração e finanças, como <b>&#8220;Dinheiro &#8211; Os segredos de quem tem&#8221;</b>, <b>&#8220;Casais Inteligentes Enriquecem Juntos&#8221;</b> e <b>&#8220;Mais Tempo, Mais Dinheiro&#8221;</b>.</i></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Transformando medalhas em ações</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 20:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cesar Cielo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>
		<category><![CDATA[Você X Cielo]]></category>
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		<description><![CDATA[
Olá, meu nome é Cesar Cielo, sou campeão olímpico nos 50m livre e medalhista de bronze nos 100m, duas conquistas obtidas nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Também sou campeão mundial nos 50m e 100m, estilo livre, graças aos meus resultados em Roma, no ano passado. Sou recordista mundial nos 50m livre, com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 460px; text-align: center; margin: 20px 0 20px 0;"><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gdhKnB4SQ8M&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gdhKnB4SQ8M&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></div>
<p>Olá, meu nome é <a href="http://www.cesarcielo.com/" target="_blank">Cesar Cielo</a>, sou campeão olímpico nos 50m livre e medalhista de bronze nos 100m, duas conquistas obtidas nos <strong>Jogos Olímpicos de Pequim</strong>, em 2008. Também sou campeão mundial nos 50m e 100m, estilo livre, graças aos meus resultados em Roma, no ano passado. Sou recordista mundial nos 50m livre, com o tempo de 20s91 e nos 100m livre, com o tempo de 46s91, marcas também obtidas em 2009. Essa é a parte que todo mundo sabe.</p>
<p>O que poucos sabem é <strong>para onde vai o dinheiro das minhas medalhas</strong>. Tudo o que ganhei nas Olimpíadas em Pequim decidi investir na <strong>Bolsa de Valores</strong>. Minha premiação era um valor que, ao mesmo tempo, era muito pouco para comprar um imóvel, mas o suficiente para investir em ações. Na verdade, na época eu não cheguei a pegar o valor da premiação, investi tudo direto na Bolsa. O bacana do mercado financeiro é justamente isso: você não precisa ter um valor tão alto para começar a investir, além de não precisar esperar muito tempo para isso.</p>
<p>Já vinha pensando nisso há algum tempo. Faço o curso de Comércio Exterior, com especialização em espanhol, na <strong>Universidade de Auburn</strong> nos EUA. Nas matérias de Economia e Administração comecei a estudar um pouquinho sobre investimentos. Mais tarde, depois das Olimpíadas e depois de conversar com alguns parentes, resolvi fazer esse investimento. Minha família nunca teve uma educação financeira ou o costume de investir. Acabou sendo algo bem diferente do que eu estava acostumado a fazer e é gostoso poder sair um pouco da rotina.</p>
<p>Meu negócio é <strong>natação</strong>. Por isso, entrei em contato com o pessoal da <a href="http://www.linkinvestimentos.com.br/" target="_blank">Link Investimentos</a> para poder gerenciar melhor meu dinheiro. Por que a <strong>Link</strong>? Fiz natação durante um tempão com um amigo, cuja irmã trabalhava no <a href="http://www.linktrade.com.br/" target="_blank">Link Trade</a>. Foi assim que eu fiz o &#8220;link&#8221;, unindo o útil ao agradável. Por isso, acompanho <strong>sites </strong>e <strong>revistas </strong>especializados no assunto. Coloquei apenas 15% da minha poupança no início, para aprender e ver como tudo funcionava. Acho que a dificuldade maior é você tirar o dinheiro de algo fixo para começar a colocar em algo de risco. Mas, como sempre tive ajuda de corretores e amigos, tudo foi bem tranquilo.</p>
<p>Depois que me tornei um investidor, a ideia de fazer um comercial do <a href="http://www.linktrade.com.br/" target="_blank">Link Trade</a> surgiu naturalmente. E não tem coisa melhor do que falar de algo que você <strong>realmente </strong>usa. Aprendi a não ficar afobado com os valores e aprendi a checar as ações regularmente, embora não diariamente. Além disso, entendi que quando você compra uma ação, o importante é realmente se sentir <strong>sócio do negócio</strong>, ficar feliz quando a companhia cresce e consumir os produtos da empresa em que você investe.</p>
<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cielo.jpg" alt="Cesar Cielo" title="Cesar Cielo" width="250" height="250" class="alignright size-full wp-image-978" />Perdi algum dinheiro no começo, mas já recuperei tudo. Não tenho uma meta específica, mas quero ter uma quantia que me deixe em uma situação <strong>estável</strong>. Por enquanto estou captando tudo o que posso como <strong>nadador</strong>, mas sei que não vou nadar para sempre. Então, o que estou conseguindo juntar agora, pretendo gerenciar e <strong>investir</strong>. Acho que vou poder deixar sempre uma certa quantia de dinheiro nas ações. Se um dia achar que não vale mais a pena, simplesmente paro. Mas é um mercado interessante e o brasileiro deveria explorá-lo mais. Principalmente agora, com os <strong>eventos esportivos</strong> que estão para chegar por aqui. Não tenho pressa para nada e, basicamente, o que eu ganhar com medalhas, irá para investimentos em ações ou para o que eu considerar mais adequado no momento.</p>
<p>Portanto, vou deixando meu dinheiro com o pessoal que sabe cuidar disso. Estou pensando no retorno a longo prazo enquanto ainda sou jovem, não tem como errar. Quem sabe, quando eu parar de nadar, talvez possa partir para novos desafios no mundo dos investimentos.</p>
<hr style="margin-top: 20px;" align="left" width="100px" noshade>
<font color="#0f165e"><i>Ainda não conhece a promoção <a href="http://www.linktrade.com.br/cielo/" target="_blank"><b>VOCÊ x CIELO</b></a> do Link Trade? Então <a href="http://www.linktrade.com.br/cielo/" target="_blank" style="color: #0f165e; text-weight: bold;">clique aqui</a> para saber como ganhar corretagem grátis até o final de 2010.</i></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Não existe almoço grátis</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 19:26:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcello Garbes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>
		<category><![CDATA[backoffice]]></category>
		<category><![CDATA[bovespa]]></category>
		<category><![CDATA[corretora]]></category>
		<category><![CDATA[link trade]]></category>
		<category><![CDATA[mesa de operações]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu nome é Marcello Garbes, moro na Praia Grande, mas sou nascido na Baixada. Estou com 38 anos, mas comecei aos 15. Com essa idade, claro, você não tem uma ideia formada sobre o futuro. Mas eu já gostava de matemática e meu interesse por bancos e mercado financeiro foi natural, apesar da minha educação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2010/01/almoco_gratis.png" alt="" title="Almoco Grátis?" width="200" height="200" class="alignleft size-full wp-image-897" />Meu nome é Marcello Garbes, moro na Praia Grande, mas sou nascido na Baixada. Estou com 38 anos, mas comecei aos 15. Com essa idade, claro, você não tem uma ideia formada sobre o futuro. Mas eu já gostava de <strong>matemática </strong>e meu interesse por bancos e mercado financeiro foi natural, apesar da minha educação não ter nada a ver com isso! Meu pai trabalhava nas docas de Santos. Meu tio trabalhava em cartório, meu outro tio trabalhava numa fábrica de papel e papelão. Não tinha nada de educação financeira. Porém, por ironia do destino, um dia um banco foi até minha escola oferecer uma <strong>oportunidade de concurso</strong>, para um estágio remunerado. Estudei, prestei e fui aprovado!</p>
<p>Fui treinado no <a href="http://www.bancoreal.com.br/" target="_blank">Banco Real</a> durante um ano, estudando todas as áreas de uma instituição financeira: <strong>contabilidade</strong>, <strong>cobrança </strong>e <strong>empréstimo</strong>, sem ainda a parte informatizada, o que me deu um conhecimento mais profundo dos processos. Com 15 anos, eu ganhava a mesma coisa do que um bancário ou um escrevente. Era um bom salário! Tanto que, até hoje, a grande maioria da diretoria do <b>Banco Real</b> veio desse programa de praticantes, que era feito há muito tempo.</p>
<p>Naturalmente, acabei começando a investir. Por trabalhar em banco, sempre gostei disso e comprava apenas ações de bancos. É uma tendência do investidor, comprar apenas ações de um segmento que tenha a ver com ele. Alguns gostam de siderurgia, outros de elétrica. Eu sou daquela turma dos <strong>financistas</strong>, que preferem bancos. Talvez seja coisa de gente das antigas, como eu, mas isso durou pouco tempo. Fui efetivado na unidade com 16 anos e, com 19, passei a trabalhar em <em>backoffice</em>. A partir daí, fui levado para a<strong> mesa de operações</strong>, quando parei de investir por força da minha função.</p>
<p>Quando fui para o <a href="http://www.bancofibra.com.br/" target="_blank">Banco Fibra</a> também fui levado para trabalhar na mesa. Devido ao conhecimento que já tinha, acabei indo pra área de <strong>controladoria</strong>, ou seja, uma auditoria interna. Tinha 22 anos. Eu já vinha sendo direcionado a fazer <strong>Direito </strong>por influência dos meus tios e, nessa época, eu estava fazendo o curso. Era muito chato! Tinha que ler muito e eu gostava era de números. Acabei largando.  Fiz <strong>Administração</strong> quatro vezes, mas nunca consegui terminar. Eu já era praticamente um administrador! Meu conhecimento do dia a dia, trabalhando no mercado, era muito mais do que uma faculdade poderia me dar. E agora curso <strong>Engenharia</strong>, justamente para aprender algo totalmente diferente do que eu já faço.</p>
<p>Em 1998, com a expectativa das novas tecnologias, a Bolsa incentivou as corretoras a criarem <strong>suas próprias plataformas de home broker</strong>. Sinceramente? Era muito ruim! Surgiram plataformas de todos os tipos e de todos os lugares. Na época, decidimos fazer uma associação que contava com <strong>15 corretoras</strong>, para criar um home broker padrão, unificado. Com um número tão grande, infelizmente, deu briga. Porém, o sistema multi-broker, que eu ajudei a desenvolver, acabou sendo comprado pela <a href="http://www.bmfbovespa.com.br/home.aspx?idioma=pt-br" target="_blank">BM&amp;F</a> e, hoje, é o sistema padrão do agrícola da <a href="http://www.bmfbovespa.com.br/home.aspx?idioma=pt-br" target="_blank">Bovespa</a>. Daquelas 15 corretoras, as únicas que acabaram vingando foram as que são, hoje, as três maiores. Justamente porque optaram por se manter independentes, o que criou uma tendência mais tarde. Hoje elas estão um pequeno passo à frente, só por terem começado mais cedo.</p>
<p>Fui para o <a href="http://www.bcsul.com.br/" target="_blank">Banco Cruzeiro do Sul</a>. Toda essa parte de regras e parâmetros da corretora no banco, participei do desenvolvimento, juntamente com o site e o home broker. Aos 27 anos tornei-me <strong>gerente da mesa</strong>. Estava envolvido em todas as áreas. Tenho, portanto, uma grande experiência em bancos, sempre na área de corretagem e home broker. Depois de 8 anos no <b>Cruzeiro do Sul</b>, recebi uma ótima proposta da <a href="http://www.linkinvestimentos.com.br/" target="_blank">Link Investimentos</a> e hoje trabalho como <strong>subgerente de renda variável</strong>.</p>
<p>O grande diferencial da <a href="http://www.linkinvestimentos.com.br/" target="_blank">Link Investimentos</a> é que, ao contrário da maioria das corretoras não ligadas a bancos, nós não trabalhamos com autônomos e sim com a meritocracia. Por isso, a Link tem uma grande estrutura, muito similar às corretoras que têm o apoio de bancos. E essa vantagem tende a passar dos clientes institucionais para os clientes pessoa física. É um ganho muito grande para o investidor pessoa física.</p>
<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2010/01/linktrade_kids.jpg" alt="" title="" width="150" height="250" class="alignright size-full wp-image-899" />Eu, por ser da área institucional, não invisto. O fluxo de ordens que se tem na mão é muito grande, não tem como acompanhar uma carteira própria em paralelo. Além disso, prefiro manter um distanciamento para ter uma forma imparcial ao assessorar um cliente. Por mais que a gente não queira, seria inevitável administrar de forma emocional uma ordem de cliente. Por isso, hoje só tenho <strong>fundos de ações</strong>, em nome do meu filho, por meio do programa <a href="http://www.linkinvestimentos.com.br/Funds/IndividualyInfo.aspx?id=1" target="_blank">Link Kids</a>. Esse programa é uma espécie de poupança, composta por um <strong>fundo de ações <em>long only</em></strong>, ou seja, de longo <em>longo</em> prazo. Os analistas e o gestor da Link fizeram uma análise e determinaram ativos que, além de pagarem bons dividendos, têm perspectivas de atingir um bom patamar com o crescimento do Brasil. É interessante para o aprendizado das crianças, porque com 10 ou 11 anos elas já questionam e se interessam. Isso acabou influenciando cinco amiguinhos da classe do meu filho, também na faixa dos 10-11 anos, a aderirem ao mesmo programa.</p>
<p>Como não tenho envolvimento com pessoa física, não faço recomendações. Porém, a verdade é que não existe &#8220;dica&#8221;. Como disse o célebre economista norte-americano, Milton Friedman: <em>&#8220;There&#8217;s no such thing as a free lunch&#8221;</em>. <strong>Não existe almoço grátis</strong>, tudo exige um esforço em pagamento. No caso do mercado financeiro, requer estudo, independentemente do que você faça. Se for mais grafista ou mais fundamentalista, você tem que entrar e estudar. Esse é o único caminho para o sucesso.</p>
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		<title>Valores de geração para geração</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 23:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício Gallego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>
		<category><![CDATA[backoffice]]></category>
		<category><![CDATA[link trade]]></category>
		<category><![CDATA[research]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
		<category><![CDATA[wealth management]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando me pediram para contar minha história, pensei que não poderia deixar de lado o que me fez chegar até onde me encontro hoje, pessoal e profissionalmente. Por que contar apenas a vida corporativa de corretora/carreira/sucesso/dinheiro, se o que nos leva a isso são princípios e valores encontrados dentro de nossa família, de nossa escola, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2009/11/gallego1.jpg" alt="Maurício Gallego" title="Maurício Gallego" width="155" height="200" class="alignright size-full wp-image-738" />Quando me pediram para contar minha história, pensei que não poderia deixar de lado o que me fez chegar até onde me encontro hoje, pessoal e profissionalmente. Por que contar apenas a vida corporativa de corretora/carreira/sucesso/dinheiro, se o que nos leva a isso são <strong>princípios e valores</strong> encontrados dentro de nossa família, de nossa escola, de nossos amigos?</p>
<p>Apesar de ser um fanático <strong>mooquense</strong> (morador do bairro da Moóca) e adorar a região mais tradicional de São Paulo, nasci em 1977 em um outro bairro, que fica no começo da Rodovia Anhanguera. Só fui me mudar para a Moóca com 2 anos de idade. Sou o filho mais velho de 3 irmãos, minha irmã é a do meio e meu irmão é o mais novo.</p>
<p>Meu pai, filho único de um português com uma descendente de portugueses, nasceu e morou toda sua infância na Moóca (ele sim é legítimo). Ficava sozinho a maior parte do dia. A vizinha de minha avó era quem cuidava dele, pois meus avós trabalhavam para compor a renda familiar. Meu avô morreu antes de meu pai completar seus 18 anos. A casa onde ele nasceu ainda existe, pertence à nossa família. Essa vizinha de minha avó, hoje com quase 90 anos, ainda me beija como se eu fosse um neto.</p>
<p>Dedicado e muito estudioso, meu pai era <strong>obstinado por melhorar de vida</strong>. Já devia saber que a dedicação aos livros seria talvez o único modo honesto de formar uma família e dar condições melhores para seus filhos. Quem sabe é por isso que a escrivaninha de mais de 40 anos, que ainda é usada em casa, não seja para ele apenas uma mesa pesada de madeira. Estudou em colégio técnico e fez engenharia na POLI, anos e anos foram debruçados sobre aquele móvel. Hoje continua trabalhando e dando aulas à noite, coisa que faz há mais de 30 anos.</p>
<p>Minha avó é neta de italianos. Minha mãe é filha de um argentino que, por sua vez, é filho de espanhóis. É daí que trago o sobrenome <strong>Gallego</strong>. Meu avô metalúrgico sustentava a todos com seu trabalho. Minha mãe fez magistério e trabalhava em um escritório, no centro de São Paulo, até se casar. Meus pais se conheceram na Moóca, namoraram e se casaram. Minha mãe cuidou dos filhos com a mesma dedicação com que meu pai se debruçou sobre os livros. Com 12 anos, fui morar na rua paralela à da minha avó paterna. Passei inúmeras férias saindo para empinar pipa e jogar bola às 10 da manhã, e voltava para casa ao escurecer. Isso quando dormia na casa de minha avó! Foram poucos os amigos da &#8220;rua&#8221; com quem eu perdi contato. Atualmente, ainda nos vemos quase que semanalmente.</p>
<p><strong>Aqui começa minha história.</strong> Criado por uma mãe presente e um pai dedicado, que voltava para casa todos os dias depois das 23hs, aprendi a dar valor ao <strong>trabalho </strong>e percebi o quanto a <strong>educação </strong>é importante. Estudei em colégios do bairro. Fui um aluno um pouco acima da média nas notas, e bem acima da média nas amizades cultivadas. Tenho orgulho de dizer que meus maiores amigos são pessoas que conheço há mais de 20 anos. Na escolha da profissão a seguir, não conseguia pensar em outra coisa além de ser como meu pai. Seguir a mesma trilha e talvez chegar um pouco mais longe.</p>
<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2009/11/gallego21.jpg" alt="Maurício Gallego" title="Maurício Gallego" width="260" height="210" class="alignleft size-full wp-image-741" />Jamais esquecerei o dezembro de 1994. Estudei todo o conteúdo do colegial em 30 dias, sozinho no quarto, por achar que não estava preparado para entrar na <a href="http://www.poli.usp.br/" target="_blank">Escola Politécnica da USP (POLI)</a>. Foram 30 dias acordando às 8 e estudando de 12 a 14 horas por dia, até a segunda fase do vestibular. Passei! Com 17 anos, estava eu, Mauricio Gallego Augusto, em um mundo diferente de minha família, longe da Moóca e longe de meus amigos. Demorei para absorver essa nova rotina, mas me acostumei. Quando a carga horária começou a baixar no quarto ano da faculdade (quinto na POLI, pois me formei em 6 anos), quis me aventurar por outra área. Por causa de minha namorada, hoje minha esposa (com quem me relaciono há 12 anos), achava que a área de Direito era interessante. Estava pensando em prestar concurso público. Um ano depois, entrei como estagiário na Concórdia, corretora da <a href="http://www.sadia.com.br/" target="_blank">Sadia</a>. Não conseguia deixar de fazer algo que me agregasse conhecimento para ter tempo livre. Em determinado momento, estudava Engenharia e Direito, e fazia estágio de 30 a 40 horas semanais na corretora. Acordava às 6hs e me deitava depois da meia-noite.</p>
<p>Efetivado e formado, ainda fazia Direito à noite quando resolvi começar um mestrado em Finanças na USP. Tive que largar a faculdade de Direito no quarto ano. No mestrado, era o mais jovem dos 30 alunos da turma, e o nível do curso não foi nada básico! Consegui me desenvolver muito academicamente. Estabilizado na Concórdia e trabalhando há 6 anos, recebi uma proposta da <a href="http://www.linktrade.com.br/Site/Public/Home.aspx" target="_blank"><b>Link Investimentos</b></a> em 2005. A primeira que me fez balançar, depois de tanto tempo em um lugar só. Aceitei e comecei com a mesma sensação do meu primeiro dia de aula na POLI: ansioso pelo desafio.</p>
<p>Comecei na área de <em>Research</em> analisando empresas. Como tinha alguns clientes da Concórdia que gostariam de continuar comigo, comecei a atendê-los na Link. A partir daí, começou a surgir a área de clientes pessoa física da <a href="http://www.linktrade.com.br/Site/Public/Home.aspx" target="_blank"><b>Link Investimentos</b></a>, também chamada de área comercial. Éramos pouco mais de 10 pessoas no começo e, conforme os negócios foram crescendo, fomos contratando mais gente especializada. Hoje, depois de 5 anos, as áreas de <strong>Research, Varejo, Wealth Management e Backoffices</strong> englobam mais de 60 pessoas, quase o tamanho da empresa inteira em 2005.</p>
<p>Atualmente, não moro mais na Moóca (uma pena). Sou gerente da área de Varejo da Link Investimentos — que também engloba o home broker <a href="http://www.linktrade.com.br/Site/Public/Home.aspx" target="_blank"><b>Link Trade</b></a> — e também sou responsável por quase 30 pessoas dentro da corretora. Entendo que os valores que levamos para nosso dia-a-dia, seja para o trabalho ou para nossas relações pessoais, dependem muito dos <strong>valores agregados durante a vida</strong>. E dependem até da maneira que esses valores são passados entre gerações.</p>
<p>Tento não perder o que absorvi antes de me tornar um profissional. E busco colocar em prática o que aprendi sendo um profissional. Devemos ter em mente que as oportunidades sempre vão aparecer e, o que nos difere de ter ou não <strong>sucesso </strong>com elas, são a maneira com que nos preparamos.</p>
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		<title>A vida é feita de escolhas</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Franchini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>
		<category><![CDATA[corretora]]></category>
		<category><![CDATA[cursos]]></category>
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		<category><![CDATA[mesa de operações]]></category>

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		<description><![CDATA[Na vida profissional, sempre acreditei no seguinte ditado: Você é hoje um resumo de suas escolhas do passado. Traduzindo para o ditado popular: Você colhe o que você planta! Para mim, não foi diferente. É claro que, durante a caminhada, além de fazer a escolha certa, outro fator imprescindível é a sorte. Na carreira, eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fabio_franchini.jpg" alt="Fábio Franchini" title="Fábio Franchini" width="150" height="200" class="alignright size-full wp-image-716" />Na vida profissional, sempre acreditei no seguinte ditado: <strong>Você é hoje um resumo de suas escolhas do passado.</strong> Traduzindo para o ditado popular: Você colhe o que você planta! Para mim, não foi diferente. É claro que, durante a caminhada, além de fazer a escolha certa, outro fator imprescindível é a <b>sorte</b>. Na carreira, eu considero o fator sorte como oportunidades que batem à sua porta. Uma vez, ouvi de um professor em um curso: “Oportunidade é um bicho barbudo com graxa nas costas. Quando ele passar, ou você agarra em suas barbas, ou fica com a graxa&#8221;. Eu sempre digo, uma complementa a outra.</p>
<p>Minha carreira começou a ser traçada logo na época do colégio, quando tive que fazer a primeira escolha: A profissão a seguir. É muito comum, no momento da escolha, ficar em dúvida. As principais carreiras sempre surgem em nossa mente (Engenharia, Medicina, Direito, etc). No colégio, como sempre fui bem nas matérias exatas (Matemática, Física e Química), achei que teria maior êxito na carreira se seguisse esse caminho, em que teria mais facilidade. Assim, acabei escolhendo o curso de <strong>Tecnologia em Processos de Produção</strong> na FATEC-SP (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo).</p>
<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fatec-sp.jpg" alt="FATEC-SP" title="FATEC-SP" width="250" height="190" class="alignleft size-full wp-image-717" />Após o término da faculdade em 2002, mais uma vez, uma decisão importante a ser tomada.  Na época, minha família possuía uma pequena empresa no interior da Paraíba. Surgiu então uma possibilidade de começar um trabalho novo e desafiador. Mudar de cidade, deixar os amigos, familiares e ir para um lugar a mais de 2.500 Km de São Paulo. Escolhi encarar o desafio naquele momento.</p>
<p>Após três anos de trabalho, o resultado apareceu. Atingimos uma boa parte do mercado no Nordeste e conseguimos uma fatia de aproximadamente 20% de <em>market share</em> na região. Apareceu uma proposta de venda da empresa e novamente estávamos diante de mais uma escolha que mudaria o meu destino. Continuar com o projeto, ou voltar para São Paulo? Confesso que a saudade da família pesou bastante na minha decisão. Optei por voltar e, com isso, a próxima escolha seria qual caminho profissional seguir, uma vez que estava um pouco mais de três anos fora do mercado de São Paulo.</p>
<p>Comecei a direcionar minha carreira para o <strong>Mercado Financeiro</strong>, fiz alguns cursos e encaminhei meu currículo para amigos que já trabalhavam no mercado. Sem experiência na área, depois de algumas entrevistas, eis que surge a primeira oportunidade para trabalhar na área de custódia de um grande banco. Seguindo o que ouvi, agarrei pelas barbas essa oportunidade e procurei aproveitar para aprender tudo o que podia. </p>
<p>Passado algum tempo, uma nova oportunidade apareceu na área private da <a href="http://www.linktrade.com.br/" target="_blank">Link Investimentos</a>. A nova função era em uma outra área na qual eu atuava. Dessa vez, o projeto era trabalhar diretamente na <strong>mesa de operações</strong>, conversando diariamente com os clientes. Como já falei logo no começo, não basta fazer a escolha certa, é preciso ter <b>sorte</b>. Nos dois casos, tive a sorte de encontrar pessoas que depositaram confiança em mim e acreditaram na minha evolução profissional.</p>
<p>Trabalho na mesa de operações, elaboro estratégias para os clientes, tiro dúvidas e procuro orientar investidores em nosso <a href="http://www.linktrade.com.br/site/public/forum/ForumRooms.aspx?menuitem=168" target="_blank">Fórum sobre Analise Técnica</a>, todos os dias durante o pregão.</p>
<p>Em toda esta trajetória, sei que não consegui pegar todas as oportunidades que passaram. Algumas agarrei pelas barbas, outras fiquei somente com a graxa, mas sempre procurei  aproveitar todas as minhas escolhas da melhor forma possível.</p>
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		<title>Desmontar brinquedos e montar uma carreira</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 20:31:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo da Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa]]></category>
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		<category><![CDATA[corretora]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde pequeno, eu gostava de montar e desmontar brinquedos para ver como funcionavam. Com pedaços de barbante e caixas de fósforos, passava os finais de semana na casa dos meus avós, em Curitiba, montando pequenos elevadores. Por isso, me apelidaram de &#8220;Professor Pardal&#8221;.
Aos 16 anos, encontrei na Engenharia Mecânica a maneira de levar este sonho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ricardo_costa.jpg" alt="Ricardo da Costa de Moraes Filho" title="Ricardo da Costa de Moraes Filho" width="150" height="150" class="alignright size-full wp-image-672" />Desde pequeno, eu gostava de <strong>montar e desmontar brinquedos</strong> para ver como funcionavam. Com pedaços de barbante e caixas de fósforos, passava os finais de semana na casa dos meus avós, em Curitiba, montando pequenos elevadores. Por isso, me apelidaram de <strong>&#8220;Professor Pardal&#8221;</strong>.</p>
<p>Aos 16 anos, encontrei na <strong>Engenharia Mecânica</strong> a maneira de levar este sonho adiante. Depois de formado, fui trabalhar em uma empresa multinacional sueca, que montava grande fábricas de celulose, como a <a href="http://www.aracruz.com.br/home.do?lang=1" target="_blank">Aracruz</a> e a <a href="http://www.suzano.com.br/portal/" target="_blank">Bahia Sul (Suzano)</a>. Nessa época, já me interessava por investimentos e, no intervalo do almoço, lia a <strong>Gazeta Mercantil</strong> para cuidar melhor das minhas economias aplicadas em renda fixa. E foi com elas que consegui dar entrada no meu primeiro apartamento. Os projetos de fábricas pararam e tive um sério problema de saúde. Após uma cirurgia na coluna, resolvi mudar o rumo da minha vida e fui trabalhar com meu pai.</p>
<p>Ele era um dos sócios de uma <a href="http://www.bcb.gov.br/pre/composicao/sdtvm.asp" target="_blank">Distribuidora de Títulos e Valores</a>, mudou de uma empreiteira para um banco regional, levado por meu avô materno. Meu destino foi o mesmo. Trabalhar com o pai nunca é fácil, mas ele me ensinou muito e até hoje é meu consultor. Na época, todos só queriam saber do overnight, por causa da inflação e das altas taxas de juros.</p>
<p>Durante o primeiro ano, tive a oportunidade de fazer vários <strong>estágios</strong> em mesas de corretoras e bancos, além de diversos <strong>cursos</strong>, que aceleraram meu aprendizado. Descobri naquele momento minha paixão pelo mercado de ações e derivativos.</p>
<p>Em 1994, nos associamos à <strong>Bolsa do Paraná</strong> e montamos uma corretora. Operávamos na Bovespa através de outra corretora, onde trabalhava o Norberto Giangrande Jr., futuro sócio-fundador da <a href="http://www.linktrade.com.br/" target="_blank"><b>Link Investimentos</b></a>. Nessa época, acompanhei sucessivas crises econômicas: México, Ásia, Rússia. Foram crises sentidas em todas as Bolsas, durante o início da globalização dos mercados e da internet. E assim, vi a importância de estar próximo dos clientes nos momentos difíceis, para melhor orientá-los.</p>
<p>Já em 1998, montei minha corretora <strong>SPIRIT</strong>, com mais um sócio. Durante sete anos, fomos a 1ª colocada no ranking regional. Essa experiência me ensinou muito, sobre como é importante ter uma equipe unida e trabalhar em grupo. Foi também nessa mesma época  em que efetivamente nasceu a <a href="http://www.linktrade.com.br/" target="_blank"><b>Link Investimentos</b></a>. E, graças ao contato com Norberto, fomos um dos primeiros clientes a abrir o cadastro na época, para operar derivativos e <em>commodities</em>.</p>
<p>Passei a fazer parte do <strong>Conselho da Bolsa</strong> e fui Presidente do <strong>Sindicato da Corretoras</strong>. Assim, pude colaborar e participar de muitas mudanças para o fortalecimento das Bolsas. Em 2004, poucos anos após a <a href="http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/151874/" target="_blank">fusão das bolsas com a Bovespa</a>, resolvemos vender a <strong>SPIRIT</strong> e ir trabalhar em um projeto maior, em uma grande corretora nacional. Foi em 2008 que Norberto convidou a mim, mais oito profissionais, e amigos que me acompanham desde a <strong>SPIRIT</strong>, para abrir o primeiro escritório da <strong>Link</strong> em Curitiba.</p>
<p>Hoje sou responsável pela filial e gerencio uma equipe de 13 pessoas, que atuam na área comercial e de atendimento aos clientes, seja de Home Broker, Mesas de Commodities, Futuros e Ações, ou Wealth Management. Tenho orgulho de fazer parte dessa história de sucesso. </p>
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		<title>Sua imaginação é o limite</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 13:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Norberto Giangrande Jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
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		<category><![CDATA[educação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[link trade]]></category>
		<category><![CDATA[longo prazo]]></category>
		<category><![CDATA[mini contratos]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde pequeno, meus pais me ensinaram a guardar dinheiro. Tudo que sobrava da minha mesada ia para a poupança. Aos 10 anos, porém, tive contato com um tio que era dono de uma corretora de valores. Suas histórias despertaram minha curiosidade e, como sempre gostei de ler, comecei a acompanhar a página de finanças dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2009/10/norberto.jpg" alt="Norberto Giangrande Jr." title="Norberto Giangrande Jr." width="150" height="225" class="alignright size-full wp-image-545" />Desde pequeno, meus pais me ensinaram a guardar dinheiro. Tudo que sobrava da minha mesada ia para a <strong>poupança</strong>. Aos 10 anos, porém, tive contato com um tio que era dono de uma <strong>corretora de valores</strong>. Suas histórias despertaram minha curiosidade e, como sempre gostei de ler, comecei a acompanhar a página de finanças dos jornais que meu pai assinava.</p>
<p>Lá pelos 14 anos, resolvi finalmente tirar todo meu dinheiro da poupança e investir em um <strong>fundo de ações</strong>, através de meu banco. Não tinha ideia do que era a Bolsa, mas sabia que um investimento em ações era de <strong>longo prazo</strong>. E olha que meu investimento inicial dava apenas para comprar <strong>um quarto de uma bicicleta</strong>!</p>
<p>Em tempos de inflação galopante, com taxas de juros de 80% ao mês, era difícil querer comprar uma ação. Mas como eu já tinha algum conhecimento de economia, sabia que o país não suportaria taxas tão altas por muito tempo. Já as boas empresas, essas sim, teriam uma perpetuidade maior. Afinal, para uma empresa crescer, ela precisa ter mais retorno do que a taxa de juros. Senão é melhor vender a empresa inteira e voltar o dinheiro para a poupança!</p>
<p>Depois de 4 anos de investimento na Bolsa, a economia deu uma subida muito forte com o começo do <strong>Plano Cruzado</strong>. Tinha acabado de entrar na faculdade, fui estudar em Piracicaba e queria comprar uma bicicleta. Saquei o dinheiro que estava aplicado em fundos. Dava pra comprar <strong>três bicicletas</strong>.</p>
<p>Na faculdade de Agronomia, comecei a ter contato com <em>commodities </em>agrícolas e, consequentemente, com o mercado de derivativos e futuros. Na cadeira de Economia Agrícola, havia muitas palestras da <strong>BM&#038;F</strong> sobre o assunto. Quando me formei na pós-graduação em administração e já de posse de um MBA em finanças, fui parar no mercado financeiro.</p>
<p>Comecei a trabalhar em uma corretora, operando <strong>mercado de soja</strong>. Tinha um conhecimento prévio como curioso, mas foi lá que aprendi tudo de <strong>matemática financeira, operações estruturadas, opções</strong>, etc. Nunca fui um grande analista de empresas, mas me baseava em recomendações e deixava meu dinheiro aplicado em ações, sempre pensando no longo prazo.</p>
<p>O lado ruim de qualquer investimento de longo prazo, claro, <strong>é precisar daquele dinheiro</strong>. Em 1996, comprei 4 ou 5 ações por um preço médio ao redor dos <strong>seis reais</strong>. Eram como jóias pra mim! Só fui vender, com dor no coração, em 1998, quando saí da casa dos meus pais para montar a <a href="http://www.linkinvestimentos.com.br/" target="_blank">Link Investimentos</a>. Mais tarde, alguns daqueles papeis chegaram a valer <strong>R$ 130,00</strong>. Eu podia ter ganhado uma fortuna, mas fui vítima da “perda momentânea de liquidez”, um dos piores inimigos de qualquer investimento a longo prazo. Nesta situação, você é obrigado a vender seus ativos ao preço que outros querem comprar, e não ao preço que você quer vender. Pelo menos, no caso de ações, o preço é transparente pois a Bolsa negocia todos os dias.</p>
<p>Meu plano era usar as minhas reservas para me manter nos primeiros meses da Link, até a empresa dar lucro e começar a distribuir resultados. No final das contas, demorou <strong>um ano e meio</strong> para fazermos nossa primeira distribuição de resultado, pois sempre tivemos a política de reinvestir boa parte de nossos lucros no nosso próprio negócio. Voltei a montar outra carteira só depois de uns <strong>3 anos</strong>.</p>
<p>Aprendi que um investidor só enfrenta dificuldades no mercado de ações nas seguintes situações:</p>
<ul>
<li><b>Se comprar ações de uma <strong>empresa ruim</strong>. Afinal, caso aquela empresa venha a quebrar, o investimento vai virar pó.</b></li>
<p></br></p>
<li><b>Se estiver <strong>especulando</strong>. Quando a pessoa visa lucro rápido, via de regra realiza um possível prejuízo em no máximo 2 ou 3 dias.</b></li>
<p></br></p>
<li><b>Se <strong>apavorar</strong> em um momento de crise. De 2 em 2 anos, acontecem altos e baixos normais no mercado de ações. É preciso ter paciência.</b></li>
</ul>
<p>Os dias ruins nos mercado de ações devem ser encarados como oportunidades únicas de aumentar seus investimentos, pois várias empresas podem estar sendo vendidas a preços bem baratos. Quem não tem dias ruins na vida pessoal? Todos têm, e eles passam. No mercado de ações, para boas empresas, é igual!</p>
<p>Durante a crise do ano passado, tivemos<strong> a maior participação de pessoa física da história</strong>, chegando a ser maior do que a de investidores estrangeiros. Depois de  anos investindo no mercado de ações, o modo como você lidará com crises é o que vai incluí-lo no grupo de investidores de sucesso ou não. Muita gente aproveitou a oportunidade em 2008 e é esse comportamento que fará toda a diferença.</p>
<p>Se você aprender o que move os mercados, estudar e entender a estrutura das operações, com certeza vai se tornar um investidor bem sucedido. O mercado de ações é o único em que a sua imaginação é o limite. Só depende de você.</p>
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		<title>Uma maratona profissional</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 22:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Monica Saccarelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[bovespa]]></category>
		<category><![CDATA[home broker]]></category>
		<category><![CDATA[link trade]]></category>

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		<description><![CDATA[No começo de outubro, participei de um debate sobre Jovens Empreendedores do Mercado Financeiro. Tive a oportunidade, com mais dois debatedores, de contar minha trajetória profissional  no mercado financeiro. Aproveito esse blog para dividir o que contei.
Ainda hoje não sei responder à pergunta: “Como você escolheu o mercado financeiro”? Realmente não escolhi, foram as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2009/10/monica_saccareli.jpg" alt="Monica Saccarelli" title="Monica Saccarelli" width="250" height="150" class="size-full wp-image-491" style="float: right; margin: 0 0 10px 10px;" />No começo de outubro, participei de um debate sobre <strong>Jovens Empreendedores do Mercado Financeiro</strong>. Tive a oportunidade, com mais dois debatedores, de contar minha trajetória profissional  no mercado financeiro. Aproveito esse blog para dividir o que contei.</p>
<p>Ainda hoje não sei responder à pergunta: <strong>“Como você escolheu o mercado financeiro”?</strong> Realmente não escolhi, foram as oportunidades da vida que me trouxeram até aqui. Iniciei como estagiária de marketing da <a href="http://www.bovespa.com.br/" target="_blank">Bovespa</a>, sem saber o que era Bolsa caindo ou subindo. Foram 3 anos de trabalho na área educacional e eventos. Assisti a leilão de privatização, início do home broker nas corretoras, projeto de popularização, e muitas manifestações em frente à Bolsa, o símbolo do mercado capitalista.</p>
<p>Pretendi ter uma experiência de um ano no exterior e, assim, resolvi encerrar minha carreira na Bolsa e estudar em Berkeley, São Francisco. Foi o primeiro passo para trás, de outros que dei na minha vida. Morei lá por 1 ano e meio. No início eram férias, depois muito e muito estudo, trabalho de caixa em café da faculdade, bicicleta, amigos do mundo inteiro, e programa de <em>trainee </em>na maior empresa americana da época, a <a href="http://www.att.com/" target="_blank">AT&#038;T</a>.</p>
<p>Após cumprir meu objetivo, voltei ao Brasil, e o mercado financeiro voltou à minha vida. Fui criar o departamento de marketing da corretora de valores da <strong>Sadia</strong>, a Concórdia. No início, achei que fosse atuar na área da minha formação, mas o desafio de criar o home broker da corretora era maior. Lógico que topei, desafio é comigo mesmo! Lembro que comecei entrevistando pessoalmente os 10 clientes que operavam, na época, pelo home broker. Com aquelas sugestões, desenvolvemos e melhoramos toda a estrutura.</p>
<p>Após alguns anos e com uma base de 2 mil clientes operando no home broker, resolvi aceitar a proposta da <a href="http://www.linkinvestimentos.com.br/" target="_blank">Link Corretora</a>. Participei do início da área de pessoa física, da maior corretora institucional do Brasil. Esse então foi meu segundo (e maior) passo para trás, acreditando nos vários desafios pela frente: Deixei uma área de sucesso que eu havia construído, para criar outra em uma empresa diferente.</p>
<p>Foi uma ótima decisão! Hoje sou responsável pelo <a href="http://www.linktrade.com.br/Site/Public/Home.aspx" target="_blank">Link Trade</a>, a área de varejo pessoa física da Link Investimentos. Gerencio, direta ou indiretamente, cerca de 30 pessoas, a maioria entre 22 e 26 anos, com &#8220;sangue nos olhos&#8221; e uma ansiedade enorme. Aos 25 anos, eu também achava que o mundo iria acabar e que precisava conquistar tudo até os 30! Hoje tenho 32 e sei que ele não acabou.</p>
<p>Tenho orgulho dos 3 anos e meio aqui na Link, de onde chegamos e também do que conquistamos. Mas sei que ainda estamos nos primeiros 10 km da maratona de 42 km. Dedicação, disciplina e treinamento são fundamentais para cruzar a linha de chegada.</p>
<p>Com a mesma emoção que cheguei quando completei a meia-maratona do Rio, termino esse breve relato da minha vida profissional, que talvez tenha alguns passos para trás que geraram vários à frente. Como sempre digo aos meus amigos, devagar e sempre.</p>
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		<title>Como se forma um position trader (Parte 2 de 2)</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 13:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Link Trade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minha História]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[análise técnica]]></category>
		<category><![CDATA[controle de risco]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[longo prazo]]></category>

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		<description><![CDATA[Na primeira parte da entrevista com Márcio Noronha, referência nacional em Análise Técnica, falamos sobre as circunstâncias de seu envolvimento com o mercado de capitais. Nesta segunda e última parte, o especialista fala sobre uma de suas operações mais bem sucedidas, analisa seu comportamento como investidor, e dá alguns conselhos para os iniciantes.
Meu Milhão: Quais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.meumilhao.com.br/wp-content/uploads/2009/10/nor21.jpg" alt="Márcio Noronha" title="Márcio Noronha" width="250" height="205" style="float: left; margin: 0 20px 10px 0;" />Na <a href="http://www.meumilhao.com.br/como-se-forma-um-position-trader-parte-1-de-2/">primeira parte da entrevista com Márcio Noronha</a>, referência nacional em Análise Técnica, falamos sobre as circunstâncias de seu envolvimento com o mercado de capitais. Nesta segunda e última parte, o especialista fala sobre uma de suas operações mais bem sucedidas, analisa seu comportamento como investidor, e dá alguns conselhos para os iniciantes.</p>
<p><strong>Meu Milhão:</strong> Quais foram as suas operações mais lucrativas?</p>
<p><strong>Márcio Noronha:</strong> Foram muitas. Mas, justamente pela grande quantidade, é difícil listá-las hoje. Muitos anos se passaram e não me lembro mais da maioria. Uma, entretanto, foi inesquecível pelas circunstâncias que a cercaram e pelo lucro auferido.</p>
<p><strong>MM:</strong> Pode nos contar?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Claro! Aconteceu no final da década de sessenta, quando o meu irmão era gerente de uma loja de uma corretora em Copacabana. Lá havia uma sala onde as pessoas podiam ficar e assistir, ou operar durante o pregão.</p>
<p>Em uma tarde, uma dessas pessoas foi embora, deixando sobre a mesa um jornal belga. Meu irmão, que dominava a língua francesa, dando uma folheada no jornal, notou que na seção de economia havia uma lista de cotações de ações negociadas na bolsa de Bruxelas. Nessa lista constava uma ação chamada &#8220;Belgo Mineira&#8221;. Fazendo a conversão do preço em franco belga para a nossa moeda, havia uma diferença tão grande que meu irmão achou que fosse apenas uma coincidência de nome. Mas me ligou para contar a história.</p>
<p>Decidi investigar. Sem chamar a atenção, entrei em contato com um ex-colega de Faculdade, que naquela época era gerente de uma área internacional do Citybank. Procurei saber se ele conhecia algum corretor da bolsa de Bruxelas, que pudesse conversar sobre uns projetos que eu tinha em mente. Dois dias depois, embarquei para Paris. Na manhã seguinte, subi num trem para Bruxelas ao encontro do corretor que me aguardava.</p>
<p>Então fiquei sabendo que o que se negociava lá eram procurações de ações custodiadas no Brasil, nos bancos &#8220;Francês e Brasileiro&#8221; e &#8220;Ítalo-Belga&#8221;. As ações eram pertencentes a ex-funcionários da Belgo-Mineira, que as receberam como bônus enquanto trabalharam aqui. Para não me alongar, consegui comprar cerca de US$ 800 mil em ações, na faixa de R$ 4,00 cada. Vendi nos dez dias seguintes, a um preço médio de R$ 16,00, quadruplicando meu investimento.</p>
<p><strong>MM:</strong> O que lhe vem à mente se indagado sobre a operação mais dramática em que esteve envolvido?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Sofri inúmeros prejuízos, mas sem dúvida o mais dramático foi na fase final da minha derrocada. Após duas rolagens consecutivas, dobrando o lote a cada uma delas, tive que liquidar um termo enorme de Belgo-Mineira a R$ 22,00. No mercado à vista, ela estava sendo negociada a R$ 4,00. Perdi mais do que havia ganhado na minha operação mais lucrativa!</p>
<p><strong>MM:</strong> Você saberia explicar quais foram os principais motivos para o seu sucesso e, posteriormente, seu insucesso?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Foi o mesmo para ambos: Ignorância! Ganhei sem saber como, e perdi sem saber como. Se na época tivesse o mínimo do conhecimento que tenho hoje, não teria chegado tão longe como cheguei. Mas teria preservado a maior parte, e hoje deveria estar muito além.</p>
<p><strong>MM:</strong> Olhando para trás, qual foi o seu maior erro?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Operar alavancado foi um deles, mas sem dúvida o pior foi operar sem stop.</p>
<p><strong>MM:</strong> Qual seu conselho para um investidor iniciante?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Antes de começar a operar por conta própria, procure aprender até encontrar uma forma confiável de operar. A busca de uma metodologia operacional passará por cursos, leituras e, finalmente, operações simuladas. Isso até adquirir confiança para entrar no mercado real. Até lá, procure uma corretora ou algum administrador que o mantenha a maior parte do tempo na ponta certa do mercado. E seja disciplinado na aplicação dos stops.</p>
<p><strong>MM:</strong> Existe algum analista que você admira?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Vários! Mas os meus ídolos são Joseph Granville e Jim Sloman.</p>
<p><strong>MM:</strong> Você pode revelar o seu método operacional?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Claro, o meu método é muito simples. Utilizo a simetria para fazer as projeções dos movimentos, e a distância entre as resistências e os suportes para decidir se quero ou não fazer determinada operação.</p>
<p><strong>MM:</strong> Que tipo de investidor você se considera?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Sou o que os americanos definem como um &#8220;position trader&#8221;, ou seja, um carregador de posição. Basicamente, só opero a favor das forças predominantes do mercado, procurando permanecer na operação o maior tempo possível. Se não evoluir conforme o esperado, procuro zerar o mais rápido possível.</p>
<p><strong>MM:</strong> Como é o seu processo decisório?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> É uma seleção natural, que acontece depois de visualizar diariamente uns 500 gráficos. Com o tempo, sua vista fica acostumada a buscar determinados padrões, que se formam em tempos diferentes nos diferentes gráficos. É tudo uma questão de identificá-los e depois monitorá-los.</p>
<p><strong>MM:</strong> Qual o tamanho ideal de uma carteira de ações?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Não tem um tamanho ideal, mas sim um tamanho compatível com o que você estiver disposto a perder numa única operação. A carteira deve ser proporcional ao quanto você está disposto a arriscar, numa operação isolada, considerando o critério de só comprar um segundo ativo quando o stop do primeiro já tiver sido movido para uma área de break-even.</p>
<p><strong>MM:</strong> Existe uma fórmula para um investidor se transformar num vencedor sistemático do mercado?</p>
<p><strong>Noronha:</strong> Não existe uma fórmula, mas diria que existem pesos assim distribuídos:</p>
<p>60% do sucesso está na disciplina de seguir o que foi planejado antes de entrar no mercado;</p>
<p>20% diz respeito à seleção da operação;</p>
<p>20% diz respeito à administração financeira dos recursos, no tamanho das apostas.</p>
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