por: Ricardo da Costa

Ricardo da Costa de Moraes FilhoDesde pequeno, eu gostava de montar e desmontar brinquedos para ver como funcionavam. Com pedaços de barbante e caixas de fósforos, passava os finais de semana na casa dos meus avós, em Curitiba, montando pequenos elevadores. Por isso, me apelidaram de “Professor Pardal”.

Aos 16 anos, encontrei na Engenharia Mecânica a maneira de levar este sonho adiante. Depois de formado, fui trabalhar em uma empresa multinacional sueca, que montava grande fábricas de celulose, como a Aracruz e a Bahia Sul (Suzano). Nessa época, já me interessava por investimentos e, no intervalo do almoço, lia a Gazeta Mercantil para cuidar melhor das minhas economias aplicadas em renda fixa. E foi com elas que consegui dar entrada no meu primeiro apartamento. Os projetos de fábricas pararam e tive um sério problema de saúde. Após uma cirurgia na coluna, resolvi mudar o rumo da minha vida e fui trabalhar com meu pai.

Ele era um dos sócios de uma Distribuidora de Títulos e Valores, mudou de uma empreiteira para um banco regional, levado por meu avô materno. Meu destino foi o mesmo. Trabalhar com o pai nunca é fácil, mas ele me ensinou muito e até hoje é meu consultor. Na época, todos só queriam saber do overnight, por causa da inflação e das altas taxas de juros.

Durante o primeiro ano, tive a oportunidade de fazer vários estágios em mesas de corretoras e bancos, além de diversos cursos, que aceleraram meu aprendizado. Descobri naquele momento minha paixão pelo mercado de ações e derivativos.

Em 1994, nos associamos à Bolsa do Paraná e montamos uma corretora. Operávamos na Bovespa através de outra corretora, onde trabalhava o Norberto Giangrande Jr., futuro sócio-fundador da Link Investimentos. Nessa época, acompanhei sucessivas crises econômicas: México, Ásia, Rússia. Foram crises sentidas em todas as Bolsas, durante o início da globalização dos mercados e da internet. E assim, vi a importância de estar próximo dos clientes nos momentos difíceis, para melhor orientá-los.

Já em 1998, montei minha corretora SPIRIT, com mais um sócio. Durante sete anos, fomos a 1ª colocada no ranking regional. Essa experiência me ensinou muito, sobre como é importante ter uma equipe unida e trabalhar em grupo. Foi também nessa mesma época em que efetivamente nasceu a Link Investimentos. E, graças ao contato com Norberto, fomos um dos primeiros clientes a abrir o cadastro na época, para operar derivativos e commodities.

Passei a fazer parte do Conselho da Bolsa e fui Presidente do Sindicato da Corretoras. Assim, pude colaborar e participar de muitas mudanças para o fortalecimento das Bolsas. Em 2004, poucos anos após a fusão das bolsas com a Bovespa, resolvemos vender a SPIRIT e ir trabalhar em um projeto maior, em uma grande corretora nacional. Foi em 2008 que Norberto convidou a mim, mais oito profissionais, e amigos que me acompanham desde a SPIRIT, para abrir o primeiro escritório da Link em Curitiba.

Hoje sou responsável pela filial e gerencio uma equipe de 13 pessoas, que atuam na área comercial e de atendimento aos clientes, seja de Home Broker, Mesas de Commodities, Futuros e Ações, ou Wealth Management. Tenho orgulho de fazer parte dessa história de sucesso.

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