
As ações negociadas na Bovespa podem ser classificadas de diversas formas. Uma delas é quanto ao volume de negócios, liquidez e tamanho do capital social envolvido. Assim, elas podem ser divididas em blue chips e small caps.
Blue chips são ações de empresas grandes e com liquidez maior. Por exemplo, ações da Vale e da Petrobras. Small caps são ações de empresas não tão grandes e com liquidez menor. Por exemplo, ações da Abyara e da Eternit.
A escolha entre uma ou outra categoria, ou por uma carteira mista, pode influenciar o futuro de seu investimento.
Do ponto de vista do investidor, a principal diferença entre essas duas categorias é a velocidade e a flexibilidade com que você consegue transformar a ação em dinheiro: a liquidez, maior ou menor.
Blue chips e Small caps: o que significa?
Segundo o dicionário de finanças da Bovespa, blue chip é o seguinte:
1) Ação de companhia de grande porte, com grande liquidez no mercado de ações.
2) Conjunto das ações mais negociadas numa Bolsa de Valores.
3) Ação de companhia reconhecida nacionalmente, com administradores e produtos reputados no mercado, com larga tradição de lucratividade e distribuição de resultados compensadores aos acionistas.
Você também verá as blue chips sendo referidas como “ações de primeira linha”:
Ação que desperta interesse no investidor, e tem elevado volume de negociação em mercados organizados.
Isso não quer dizer que as small caps devem ser desprezadas, ou que as empresas que as emitem sejam menos confiáveis. Só muda a maneira como o investimento deve ser encarado.
O dicionário da Bovespa não tem um verbete específico para small caps, mas se refere a ações de segunda linha:
Ação que não desperta maior interesse no investidor, e tem baixo volume de negociação em mercados organizados.
Também existem small caps de terceira linha, com volumes de negociação e liquidez ainda menores.
Mas small caps, ainda assim, são tão importantes que existe um índice só para elas: o SMLL:
Índice da BM&F BOVESPA que mede o retorno de ações de empresas a partir do critério de valor de mercado. Sob código SMLL o índice tem sua carteira reavaliada a cada quatro meses. O índice mede o retorno de uma carteira composta por empresas de menor capitalização. As ações serão selecionadas por sua liquidez, e serão ponderadas nas carteiras de acordo com o valor de mercado das ações disponíveis à negociação.
Qual escolher?
Normalmente, durante as crises, as small caps sofrem com a aversão dos investidores. Eles acabam preferindo as blue chips, que oferecem uma melhor possibilidade de fuga, no caso de uma queda brusca, por exemplo. Isso acaba por afetar inclusive empresas promissoras que estejam entre as small caps.
Um investidor atento aos fundamentos de uma empresa como esta – bem informado e educado – pode, no entanto, ter uma grande oportunidade numa ocasião assim.
Porém, se você não pretende dedicar muito tempo ao estudo dos fundamentos das empresas, e se você tem um perfil mais conservador, talvez seja mais natural a escolha por uma carteira formada predominantemente por blue chips.
Elas, por seu alto volume de negociação, produzem gráficos mais fáceis de analisar e mais confiáveis. E a certeza de entrada ou de saída de acordo com os setups, com os gatilhos que sua estratégia pedir para serem disparados. Seja para compra, seja para venda, sempre existirão compradores e vendedores.

No ano passado, na fase aguda da crise das hipotecas de alto risco nos Estados Unidos, os investidores venderam as small caps a preços baixíssimos, com medo de que as companhias não suportassem o impacto, falissem, e assim perdessem todo o seu dinheiro. Com isso, semanas depois, o índice BM&F BOVESPA Small Caps, acumulava um recuo de mais do que o triplo do Ibovespa no período.
Porém, a baixa liquidez deste ano colaborou para a valorização desses papéis. Em um momento de crise, os compradores somem. Quem vende, vende por pouco. Na calmaria, a coisa melhora: Quem quer comprar, paga muito mais. E hoje, os analistas já não vêm mais a possibilidade de uma onda de falências, como se falava no auge da crise. Muitas companhias pequenas inclusive foram menos afetadas pela crise do que grandes companhias.
Em termos de risco absoluto, o maior que pode haver para o investidor é o mesmo que pode haver para uma empresa: Falência, concordata e catástrofes financeiras do gênero. Para uma blue chip, como a Vale, por exemplo, isso é algo muito difícil de acontecer. Para uma empresa menor, embora também seja difícil, não é improvável.
Por outro lado, ações de terceira linha ou small caps, por serem mais especulativas, podem oferecer mais oportunidades de ganho para investidores experientes. Mesmo assim, decidir em qual small cap investir é difícil, com poucas informações circulando. Os dados dos balanços das empresas nem sempre são suficientes. O melhor é comparar sugestões dos analistas do Link Trade.
Porém, se você está começando agora, elas não são recomendáveis como opção única, ou para a maior parte de seu capital.
As barbadas
Lembre-se de que Bolsa de Valores é um investimento de risco. Não se deixe enganar por textos entusiasmados que circulam na internet. Sempre prefira escolher um investimento segundo seus conhecimentos, estudos e fontes confiáveis, ou confie nos profissionais experientes que o Link Trade coloca à disposição de seus clientes.
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2 comentários para o artigo "Blue Chips ou Small Caps?"
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2009
Leandro Rosa
Ola Pessoal,
Existe alguma revista on line com informacoes sobre Bolsa?
Obrigado
Olá Leandro,
Existe sim, se chama Revista Timing e pode ser acessada em nosso site: http://www.linktrade.com.br/site/public/menupage.aspx?menuitem=79
Seu acesso, porém, é restrito a clientes do Link Trade ou usuários de nosso test drive do home broker. A publicação da revista se dá semanalmente, toda segunda-feira.
Abraços,
Fábio









