Na vida profissional, sempre acreditei no seguinte ditado: Você é hoje um resumo de suas escolhas do passado. Traduzindo para o ditado popular: Você colhe o que você planta! Para mim, não foi diferente. É claro que, durante a caminhada, além de fazer a escolha certa, outro fator imprescindível é a sorte. Na carreira, eu considero o fator sorte como oportunidades que batem à sua porta. Uma vez, ouvi de um professor em um curso: “Oportunidade é um bicho barbudo com graxa nas costas. Quando ele passar, ou você agarra em suas barbas, ou fica com a graxa”. Eu sempre digo, uma complementa a outra.
Minha carreira começou a ser traçada logo na época do colégio, quando tive que fazer a primeira escolha: A profissão a seguir. É muito comum, no momento da escolha, ficar em dúvida. As principais carreiras sempre surgem em nossa mente (Engenharia, Medicina, Direito, etc). No colégio, como sempre fui bem nas matérias exatas (Matemática, Física e Química), achei que teria maior êxito na carreira se seguisse esse caminho, em que teria mais facilidade. Assim, acabei escolhendo o curso de Tecnologia em Processos de Produção na FATEC-SP (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo).
Após o término da faculdade em 2002, mais uma vez, uma decisão importante a ser tomada. Na época, minha família possuía uma pequena empresa no interior da Paraíba. Surgiu então uma possibilidade de começar um trabalho novo e desafiador. Mudar de cidade, deixar os amigos, familiares e ir para um lugar a mais de 2.500 Km de São Paulo. Escolhi encarar o desafio naquele momento.
Após três anos de trabalho, o resultado apareceu. Atingimos uma boa parte do mercado no Nordeste e conseguimos uma fatia de aproximadamente 20% de market share na região. Apareceu uma proposta de venda da empresa e novamente estávamos diante de mais uma escolha que mudaria o meu destino. Continuar com o projeto, ou voltar para São Paulo? Confesso que a saudade da família pesou bastante na minha decisão. Optei por voltar e, com isso, a próxima escolha seria qual caminho profissional seguir, uma vez que estava um pouco mais de três anos fora do mercado de São Paulo.
Comecei a direcionar minha carreira para o Mercado Financeiro, fiz alguns cursos e encaminhei meu currículo para amigos que já trabalhavam no mercado. Sem experiência na área, depois de algumas entrevistas, eis que surge a primeira oportunidade para trabalhar na área de custódia de um grande banco. Seguindo o que ouvi, agarrei pelas barbas essa oportunidade e procurei aproveitar para aprender tudo o que podia.
Passado algum tempo, uma nova oportunidade apareceu na área private da Link Investimentos. A nova função era em uma outra área na qual eu atuava. Dessa vez, o projeto era trabalhar diretamente na mesa de operações, conversando diariamente com os clientes. Como já falei logo no começo, não basta fazer a escolha certa, é preciso ter sorte. Nos dois casos, tive a sorte de encontrar pessoas que depositaram confiança em mim e acreditaram na minha evolução profissional.
Trabalho na mesa de operações, elaboro estratégias para os clientes, tiro dúvidas e procuro orientar investidores em nosso Fórum sobre Analise Técnica, todos os dias durante o pregão.
Em toda esta trajetória, sei que não consegui pegar todas as oportunidades que passaram. Algumas agarrei pelas barbas, outras fiquei somente com a graxa, mas sempre procurei aproveitar todas as minhas escolhas da melhor forma possível.
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