
Você sabia que a maioria dos erros que cometemos no mercado de ações tem o fator psicológico como principal causador?
Alguns investidores ficam esperando um bom momento para comprar e não conseguem tomar a decisão na hora exata e quando o mercado confirma a alta, a emoção fala tão alto que acaba dando lugar a uma estratégia tomada racionalmente, sendo tarde demais. Muitas vezes é nessa hora que o mercado entra em queda e a ‘falta de sorte’ é a primeira causa identificada para justificar por que não se tem sucesso nesse mercado.
Há ainda aqueles que possuem um perfil mais agressivo. Entram muito cedo, saem muito cedo, trocam de papel como quem troca de roupa, operam em excesso e, novamente, a causa da perda será entendida como “falta de sorte” quando, na verdade, a causa é psicológica.

Quase todos que entram no mercado têm como objetivo ganhar dinheiro, mas muitas vezes outros motivos emocionais, tais como o desafio e o prazer, estão atrelados ao objetivo inicial.
É preciso entender que estamos lidando com a parte mais sensível do ser humano – o nosso bolso. Se não houver disciplina e principalmente estratégia, o seu dinheiro vai oscilar dia após dia, sendo muito difícil ter sucesso com o ‘ganhar dinheiro’. Ganhar, na verdade, está associado a operar corretamente. Ou seja, com disciplina e estratégia.
E é assim que o trader acaba sempre insatisfeito, quando perde, quando ganha e sai cedo demais e até no que parece uma operação perfeita pensa que poderia ter negociado um lote maior. A preocupação maior, neste caso, está no fim que é o dinheiro e o trader não se atenta que deveria estar preocupado com o meio, que é realizar uma operação estrategicamente correta. Lembre-se: no mercado de ações o fim (dinheiro) não justifica o meio (estratégia ou o porquê está operando).

Para mudar de atitude é preciso se conhecer melhor e entender qual é o seu perfil. Você é conservador ou agressivo? Que estratégia está adotando? Qual é o seu objetivo? Qual é o seu stop se der errado? Curto, médio ou logo prazo? Quanto mais perguntas conseguirmos responder antes de entrar em uma operação, mais correta e estratégica será a operação. O dinheiro será uma recompensa do operar corretamente e não o contrário.
Imagine se um cirurgião ao operar seu paciente pensasse o tempo todo no dinheiro que ganharia com a cirurgia? Com certeza, suas chances de erro seriam muito maiores…
O grande segredo é sempre ter bem definido qual a sua tática e estratégia para operar corretamente. No próximo artigo vamos falar justamente sobre isso.
Para essa semana teremos agenda norte-americana bastante agitada, com indicadores ligados a atividade econômica. No ambiente doméstico uma agenda mista com dados de inflação, atividade, crédito, resultado fiscal e perspectiva de política monetária com a divulgação da ata do Copom.
Em relação aos eventos mais esperado pelo mercado, teremos as decisões da reunião do G-20, que será em torno da discussão sobre a “Guerra Cambial“. Além disso, a semana conta com a temporada de balanços corporativos nos EUA, destaque: Ford Motors, Procter & Gamble, Whirlpool, Motorola Inc, Chevron Corp, Exxon Mobil, Avon e Microsoft.
No Brasil, o maior destaque da semana é a ata do Copom. Questões como o descompasso entre consumo (varejo), emprego e produção industrial podem ser o destaque, além da piora da inflação corrente e a valorização cambial.No lado de inflação, há a divulgação do IGP-M, em que projetamos alta de 1,02%, influenciado diretamente pela alta de 4,65% no IPA agro, que deve ser pressionado pelo preço de feijão, milho, carnes e aves. Adicionalmente, o IPA industrial seguirá contido, influenciado pela apreciação do real, estimamos leve alta de 0,22%.
Nos EUA, os indicadores de destaque da semana são: a primeira divulgação do PIB do 3° trimestre, em que é esperada alta de 2,2% na base trimestral anualizada, valor acima do 2° trimestre (1,7%). E, ainda no campo da atividade norte-americana serão divulgados o índice de atividade CFNAI do Fed Chicago, o índice de Gerentes de Compras de Chicago, e os índices de atividade industrial do Fed Richmond e Dallas. No lado do mercado imobiliário americano, teremos as vendas de casas existentes e novas. Bastante importante será o resultado final da confiança do consumidor da Universidade de Michigan e o Conference Board.
Na Europa o destaque da semana serão: a confiança do consumidor, a taxa de desemprego, e o índice de preços ao consumidor (CPI) da Zona do Euro. Além disso, a Inglaterra divulga a revisão do PIB do 3° trimestre.
Continue acompanhando as análises e dicas da área Link Economic Research aqui no blog, e não perca a próxima coluna O que vem por aí? na semana que vem.
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Sendo expulso da economia formal
Continuando e encurtando um pouco a prosa e com alguns atalhos, eis que chegamos ao ponto que realmente forjou minha história atual de fulltime trader. Lá pelos idos de 2006, 2007, quando dividia com meu ex-sócio o comando de mais uma empresa que havíamos montado, resolvi que dedicaria meu tempo para administrar mais de perto meus próprios investimentos. Comecei a observar as movimentações e estratégias do gestor do clube onde eu investia. Por exemplo: às vezes eu gostaria que o clube estivesse mais exposto, mas ele estava muito protegido com travas. Outras vezes, justamente o contrário. Enfim, o clube estava sendo sim muito bem administrado mas, creio eu, no tempo ocioso habitam as mais férteis e irracionais idéias. E eis que decidi pegar parte do meu patrimônio e administrá-lo por conta própria.
Exatamente na mesma época, resolvi levantar dinheiro rapidamente para iniciar minha formação profissional no Método DeROSE, filosofia de vida e life-style coaching. Eu já praticava há bom tempo e então queria adotar definitivamente para mim essa cultura. Sabia que, apenas passando para o lado profissional, dos instrutores, poderia aprendê-lo com a profundidade que buscava. Mas, a minha empresa “da vez”, apesar de estar pagando as contas direitinho e até permitindo a mim e sócio algumas singelas regalias, como viagens ao exterior para congressos e similares, não estava assim tão rentável para eu poder retirar mais uma grana mensalmente.
Estudei, então, por alguns dias, quais seriam minhas habilidades a serem melhor exploradas. Decidi que deveria pagar em uma só parcela e com dinheiro novo essa minha formação. Rapidamente, conclui que só a Bolsa poderia me dar esse presente, assim tão rápido e dentro do que eu conhecia (conhecia mesmo?). E ela me deu mesmo: tomei uns tantos lotes em um belo canal de alta e, dez dias depois, estava paga a minha formação profissional. Com folga para uns bons gastos extras. Minha vida, certamente, nunca mais seria a mesma.
Daí pra frente, e com a nossa Bolsa em ascensão, não tinha como perder dinheiro mesmo, por mais que você se esforçasse. E eu me esforçava. Mas, naquela época, você estava destinado a ganhar dinheiro. Era escolher o papel que subiu menos entre os principais, comprar e esperar dar perto de 1% no dia, botar o dinheiro no bolso e festejar. Simples assim. Se tivesse tempo, podia repetir a proeza.
Bem, não tardou para essa minha nova atividade estar rendendo diversas vezes mais do que a empresa. E não há sócio nesse mundo que aguente o outro com o HomeBroker ligado o dia inteiro e ganhando dinheiro. Nem o meu sócio, que era e é um grande amigo até hoje. Por isso digo: não cansei e decidi largar o mercado formal. Fui, outrossim, expulso dele, que já não me suportava mais. E assim, de maneira pouco romântica e extremamente prática, começou minha vida de trader em tempo integral.
Tenho mais uma dezena de boas histórias para contar a partir daí, mas acho melhor deixar para um próximo post.
Carlos Episcopo, o Iceman, 40, é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica, instrutor do Método DeROSE com muito orgulho, surfista viajante (mais esforçado do que talentoso). É provável encontrá-lo em seu skate longboard no calçadão de Santos. Ou correndo pelo Parque da Aclimação. Mergulhador, vegetariano, amante de cinema, música, viagens e sempre, mas sempre, disposto a um longo bate-papo. Vive exclusivamente de rendimentos da Bolsa de Valores desde meados de 2007. Quase quebrou antes da crise de 2008. Mas não quebrou. Ao seu melhor e preferido estilo. No Pain, No Gain.









