por: Link Trade

Texto de Conrado Navarro.

Diante de tantas empresas e alternativas de investimento, surgem as desafiantes questões: Em que ativos investir? Que aplicações considerar? Não há resposta pronta, nem consenso. Tudo depende. Perfil, idade, disponibilidade, conhecimento técnico, objetivos pessoais etc. São muitas as variáveis e suas relações não são nada simples.

“Nunca coloque todos os ovos em uma mesma cesta”.

A frase é lugar-comum em diversos livros e artigos sobre investimentos, especialmente quando o foco é o mercado de ações. Diversificação, afinal, é mesmo um passo importante e necessário para o sucesso na negociação de ativos e títulos? Como responder à pergunta, sem antes discutir o que deve ser considerado sucesso nos investimentos?

Sucesso, uma palavra com muitas interpretações. Conto com sua colaboração para tentar apontar os acontecimentos capazes de caracterizar este ou aquele ativo (ou investimento) como uma aplicação de sucesso. Para facilitar, listo algumas sugestões. O investimento de sucesso é aquele que garante:

  • Rentabilidades mensais de 5%;
  • Rentabilidades anuais de 20% ou mais;
  • Rentabilidades anuais líquidas maiores que o CDI ou benchmark escolhido;
  • Ganhos suficientes para, em 5 anos, comprar um imóvel;
  • Ganhos sucessivos maiores que os índices de inflação, a título de aposentadoria;
  • Todas as anteriores;
  • Nenhuma das anteriores;
  • A lista poderia ser muito maior.

Você certamente chegou à mesma conclusão que eu: Sucesso nos investimentos também é uma questão pessoal. Deixando de lado regras simples e que devem obrigatoriamente ser observadas (ganhos acima da inflação, por exemplo), o melhor investimento para você pode não ser o melhor investimento para mim. E geralmente não é.

A constatação é importante para voltarmos à questão da diversificação. Se o sucesso é subjetivo e questionável, parece razoável dizer que diversificar também pode ser. Os muito ricos, quase sempre investidores profissionais ou empresários, afirmam que diversificar é atitude de fracassados — que não sabem o que estão fazendo (negociando).

Warren Buffett e George Soros, para ficar em dois nomes que você certamente conhece, são expoentes clássicos da máxima que prega o investimento concentrado, acompanhado de muito dinheiro e conhecimento sobre o negócio. Investigar a empresa, o setor, seu potencial, concorrentes e sua contabilidade pode fazer surgir uma “pechincha” e aí é hora de investir pesado. É o que eles dizem.

De fato, concentrar o dinheiro em uma atividade que você domina pode trazer retornos muito interessantes. E, no fundo, é isso que faz o profissional que investe em sua carreira. Mas, como repetir as estratégias de grandes investidores quando:

  • Não se trabalha na área e o foco da carreira e do dia-a-dia é investir tempo e esforço na profissão e família?
  • Não se tem interesse profundo pela área, ainda que se dê a merecida importância ao tema “investimentos”?
  • Não se tem tempo/disponibilidade para ficar diante de movimentos, notícias e detalhes do mercado?
  • Não se tem dinheiro suficiente para escolher e investir em um ativo sem que o capital faça falta no curto e médio prazos?

Para estes casos, presentes em maior quantidade na nossa sociedade, a diversificação pode ser a melhor alternativa. Ora, o profissional de investimento ou finanças estuda muito antes de concentrar seu capital. Vive para isso e por conta disso. O risco é calculado mas, acima de tudo, controlado. O profissional perde muito dinheiro, mas pode fazê-lo sem grandes prejuízos no todo.

O profissional de outras áreas, o cidadão comum que quer investir, dedica-se com a mesma energia à sua profissão, discutindo seus investimentos com gerentes e consultores. Concentrar seu dinheiro em um produto ou aplicação que ele não conhece em detalhes seria loucura. Estas pessoas não querem os maiores retornos do mundo; querem rentabilizar seu patrimônio de forma sustentável, inteligente e de forma a diluir o risco.

O plano para as realizações futuras deve ser amplamente discutido e os investimentos escolhidos em função dos interesses do investidor. Para muitos, manter grande parte do patrimônio em produtos conservadores (seguros) e destinar menor porção ao investimento em ações (diretamente ou não) significa poder dormir tranquilo e saber que, com aportes mensais e alguma disciplina, seus objetivos serão alcançados. E isso basta. É a busca pela independência financeira com qualidade de vida, não apenas da riqueza absoluta.

Repare que o texto defende tanto o investimento concentrado quanto a diversificação. E isso se dá porque não existe o tal melhor investimento. Existe o melhor investimento para você, para o momento que está vivendo, para os objetivos que possui. Então, muito cuidado com os livros que pregam estratégias de investimento vencedoras para indivíduos de perfil diferente do seu. Diversificando ou não, invista sempre com consciência. Bons negócios.


Conrado Navarro é educador financeiro, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” e “Dinheirama” e sócio-fundador do blog Dinheirama. Atua como professor, consultor e palestrante.

por: Link Trade

Texto de Fernando Biondi

Numa frase celebre, o maestro Austríaco Herbert Von Karajan (1908-1989) desferiu: “Quem decide, pode errar. Quem não decide, já errou”. Seja na vida pessoal, social ou profissional, há momentos em que faz-se necessário se posicionar com clareza sobre situações que podem interferir no presente ou futuro.

Em certas circunstâncias, a falta de decisão cria o vacilo, incertezas, inseguranças e prejuízos. Sendo assim, muitas vezes a vida exige escolhas objetivas, independente se as mesmas revelem-se certas ou erradas. Evidente que, para cada opção errônea, deve-se refletir buscando aprendizado, uma vez que ocorrências similares poderão se repetir.

Decidir é sentenciar a partir de uma opinião ou um fato. Todos os homens necessitam resolver-se a respeito das suas aflições e futuro. As simples ou mais complexas dúvidas cobram de cada ser uma reação de definição, que em alguns momentos perturbam a mente, geralmente pelo medo do erro incutido em cada desfecho final a conferir. A angústia igualmente colabora como complicador das conclusões definitivas. Perfaz, portanto, um conflito psicológico gerando inquietações na mente daquele que está por sentenciar sobre algo importante.

Mas a decisão, acima do erro ou do acerto, é um ato de definição necessária e, quando não se assume posição, costuma haver complicações mais à frente. A falta de firmeza não contribui quando é necessário atingir certos objetivos.

Aqueles que operam mercado acionário têm no poder da decisão um fator crucial para alcançar sucesso na Bolsa de Valores. Operar mercado é profissão, ou pelo menos deveria ser, principalmente para os que investem visando o curto e médio prazo, períodos mais sujeitos às turbulências e crises. Se o ato de aplicar dinheiro visando lucro futuro não for precedido por intrepidez, certamente os riscos serão maiores. E isso é válido tanto para apurar lucros quanto para minimizar perdas.

Evidentemente, outros fatores intrínsecos ao tema “investimentos” devem ser observados. Antes de decidir pela compra ou venda de um ativo, é de se supor que foram realizadas avaliações anteriores, levando assim a estabelecer o ponto de entrada ou saída. Do contrário, será difícil decidir-se por um posicionamento se nem mesmo se sabe por que entrou ou está propenso a sair. Mas esse é um outro tema e envolve planejamento e estratégia, fatores que contribuem para decisões mais equilibradas.

Geralmente as pessoas não se sentem confortáveis em admitir erros ou fracassos. Como nenhum investidor entra em uma operação na expectativa de perda, é comum que aceite as quedas sem estabelecer o stop, uma vez que tinham como “certo” o sucesso na investida. Se não admitir a possibilidade do mau empreendimento, ceifando possíveis perdas maiores, poderá ver as baixas se ampliarem, tornando um pequeno prejuízo em um dano excessivamente maior.

No mercado de ações, quem não sabe se decidir é considerado um indisciplinado. E os traders e investidores profissionais adoram aqueles que não reconhecem o valor da disciplina rigorosa, no que tange os momentos de se ausentarem, realizando quando os riscos ampliam as chances dos movimentos irem à direção contrária de seus interesses.

Não se deve ter medo de perder percentual aceitável, mas sim de não se posicionar diante de uma operação que poderá trazer prejuízos e aborrecimentos, tantas vezes maiores do que naquele momento em que não foi capaz de se decidir com destreza.


Fernando Biondi é empresário, e escreve no blog Papo de Bolsa.

A escolha de uma corretora

25
dez
2009
25/dez/2009
Categorias: Simples Assim
por: Link Trade

Texto de Alessandro Martins.

Existem muitos critérios a serem levados em conta na hora de escolher a corretora para investir na bolsa de valores.

Eu já escrevi um texto sobre como foi minha escolha de uma corretora e existe um debate no fórum Sociedade Dinheirama que certamente vai ajudá-lo.

  1. Leia meu texto sobre corretoras
  2. Leia o debate sobre corretoras do fórum Sociedade Dinheirama: o debate começa com a mesma pergunta que você deve estar se fazendo agora e todos apresentam suas razões para a escolha desta ou daquela empresa. No fim, você vai sair com uma opinião própria ou ao menos mais informado.

Eis alguns fatores que podem ajudar você:

  • Prefira corretoras que ofereçam um bom sistena de home broker.
  • Saiba a diferença entre a corretagem fixa e a variável, as vantagens e desvantagens de cada uma. Corretagem é o preço que a corretora cobra por ordem de venda ou compra executada. A variável é mais vantajosa para várias operações pequenas. Mas a corretagem fixa – entre R$ 10 e R$ 20 – é cada vez mais popular entre os novos investidores.
  • Se você não pretende usar o homebroker ainda, saiba se há um limite mínimo do valor de ordem para ser executado por telefone. Muitas corretoras adotam essa medida para evitar sobrecarga da mesa de operações.
  • Taxa de custódia: nem toda corretora cobra e a variação de preço pode ir até R$ 30 mensais. A execução de muitas ordens mensais – e portanto pagamento de corretagem – pode gerar isenção da custódia para o cliente.
  • No futuro, além de investir na Bovespa, você poderá querer investir na Bolsa de Mercados e Futuros. Saiba se a sua corretora lhe dará acesso às duas. Descubra se há facilidades para aplicar em outras modalidades de investimento.
  • Talvez existam operações que você nem conhece ainda, mas que no futuro aprenderá e poderá fazer. Saiba se a sua corretora tem capacidade para realização de vendas descobertas, vendas alugadas e travas de opções, por exemplo. Existem muitas possibilidades além da simples compra e venda.
  • Se você pretende operar via homebroker, se informe com outros clientes se o funcionamento é bom. Picos de acesso à internet podem prejudicar a velocidade caso o sistema não seja bom.
  • Se você pretende operar via mesa de operações – por telefone -, descubra se o atendimento é bom e se os operadores têm paciência com iniciantes.

Publicado originalmente no blog Iniciante na Bolsa. Alessandro Martins é Jornalista por formação acadêmica, e atualmente trabalha exclusivamente com blogs e mídias sociais.

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