Mercado a Termo

13
nov
2009
13/nov/2009
Categorias: Faz Diferença
por: Guilherme Aguirre

O Mercado a Termo envolve um acordo entre comprador e vendedor, para negociar determinado ativo em uma data futura. Em bolsa, estes negócios são padronizados e registrados com garantias.

Para o vendedor do Termo, esta operação significa uma renda fixa. Ele vai ao mercado, compra o ativo à vista e o vende à prazo, com uma taxa de juros pré-fixada, embutida no seu preço futuro. A grande vantagem para o vendedor é a antecipação da operação. Isto significa que, por exemplo, se o investidor vende a termo com um prazo de 30 dias, a uma taxa de 0,70% ao mês, e passados 15 dias o comprador encerra o contrato, o vendedor passa a ganhar os mesmos 0,70%, mas em 15 dias e não 30 dias, como estava previsto no início do contrato.

Para o comprador, a grande vantagem desta operação é a questão da alavancagem. Por exemplo, um investidor acredita que a probabilidade de retorno para uma determinada ação é alta. Ele decide comprá-la, mas seu capital está preso em outros investimentos que ele não planeja resgatar antecipadamente. Ou seja, este comprador pretende comprar a ação sem ter o dinheiro necessário. Para realizar esta operação ele compra a ação a Termo. O investidor terá, então, que fazer uma alocação de seus atuais ativos, como margem de garantia. A margem será em torno de 25% do valor de mercado desses ativos.

Outra finalidade muito útil para o comprador de Termo é fazer caixa. Imagine um investidor que tenha uma carteira de ações de longo prazo e, por uma eventualidade, se veja obrigado a fazer caixa rapidamente. Ele venderia essas ações e, ao mesmo tempo, compraria a mesma quantidade a Termo. Este investidor vai captar dinheiro com juros equivalentes à taxa pré-fixada do Termo, que gira em torno de 105% do CDI.

por: Monica Saccarelli

O agente autônomo da Link Investimentos, Fernando Ferreira Bonilha, escreveu em seu blog Aviso aos Navegantes sobre um indicador econômico que não é tão conhecido por todos, mas que pode ser muito útil na hora de investir. Segue abaixo na íntegra.


On Balance Volume (OBV)

Pouco conhecido até entre muitos analistas técnicos, considero o OBV um ótimo indicador. Um dos poucos que se dedica ao estudo do volume, é um indicador de simples compreensão, e até mesmo pessoas avessas à analise técnica conseguem digeri-lo com tranquilidade.

Em 1963, Joe Granville, em seu livro “Granville’s New Key to Stock Market Profits”, nos apresenta o indicador e principalmente o conceito: O volume precede o movimento. O OBV é um simples indicador que adiciona o volume do dia de fechamento positivo, e subtrai o volume dos dias de fechamento negativo. O somatório destes volumes positivos e negativos forma a linha do OBV. Esta linha deve ser comparada com o gráfico de preços, na procura de divergências e confirmações.

A construção

Se no dia tivermos um fechamento positivo do mercado:
OBV = OBV (do dia anterior) + volume do dia

Se tivermos um fechamento negativo:
OBV = OBV (do dia anterior)- volume do dia

Se não tivermos oscilação:
OBV = OBV (do dia anterior)

Explicando o conceito

Agora imagine que você é o “cara” e, por um motivo qualquer, precisa comprar uma quantidade de determinado papel que é maior do que o negociado em vários pregões. O que você terá de fazer é trabalhar a compra: No 1º dia, você entra firme na compra, adquire 100 ações e o mercado fecha em alta a R$ 90,00. Já no 2º dia, você vende 20 ações e derruba o mercado para R$ 85,00. No dia seguinte, você compra mais 100 ações e o mercado retorna aos R$ 90,00. E assim por diante.

Você fará isso por vários dias sistematicamente, fará o papel oscilar dentro de um “range” de preços, sempre comprando mais do que vendendo. O OBV será a quantidade de papel que você acumula na custódia. E ela no caso está subindo, embora os preços estejam andando de lado. Esta acumulação acabará causando um enxugamento do papel àquele nível, e o fará subir a procura de outro nível com liquidez.

Este é um exemplo simples de acumulação, onde os preços oscilam lateralmente. Mas podemos imaginá-la com os preços realmente caindo em um determinado período de tempo. Alternamos quedas maiores com pequenas altas, mas volumes maiores nos dias destas pequenas altas. O OBV ascendente deste período também denunciará que está havendo uma acumulação do papel. Podemos considerar a situação inversa para a distribuição.

por: Fábio Calderaro

Você é um convicto investidor de longo prazo? Daqueles que consideram ter três coisas importantes na vida: Esposa, filhos e os lotes de Petrobrás? Teve que fazer curso de meditação oriental, para acompanhar a performance de sua carteira durante a crise? E agora está preocupado que o Ibovespa já está com mais 67.000 pontos e com valorização de cerca de 79% em 2009? Então você pode proteger sua carteira de possíveis correções ou, até mesmo, conseguir uma remuneração extra.

Uma operação muito atrativa e de baixa complexidade para investidores de longo prazo é conhecida como “lançamento coberto de opções”. Num primeiro momento, ao ouvir falar em opções, boa parte dos investidores entendem tratar-se de operações extremante arriscadas. Contudo, algumas combinações entre ações e opções permitem a qualquer investidor montar operações com limites de ganho e perda preestabelecidos. E, portanto, controlados.

A operação consiste em lançar opções de empresas líquidas — como as preferenciais da Vale (VALE5) e Petrobrás (PETR4) — com o preço de exercício acima do preço de mercado da ação. As opções lançadas devem ser na mesma quantidade das ações que você já tem em carteira, que serão colocadas, portanto, como garantia. Essas operações são também conhecidas com “OTM” (Out the Money ou Fora do Dinheiro)

Por exemplo:
No mês passado, um investidor executou uma análise cuidadosa do mercado em 22/09. Chegou à conclusão de que PETR4 provavelmente não chegaria a R$ 38,00 antes do dia do vencimento das opções da série J, em 19/10. Confiante em sua análise, executou a seguinte operação:

Devido à distribuição de juros sobre capital próprio em 01/10, no valor de R$ 0,17, o preço de exercício da opção PETRJ38 é de R$ 37,83. Sendo assim, lança (vende) mil opções PETRJ38 ao valor de R$ 220,00 (menos a corretagem). O valor será creditado na conta em D+1, diminuindo, portanto, o preço médio da ação em carteira.

Como o preço de PETR4 ficou abaixo dos R$ 37,83 no período, a opção não foi exercida e o lançador continuou com suas ações. Com isso, remunerou sua carteira em R$ 220,00 ou 0,6%, em 18 dias úteis. Fora a própria valorização do ativo no mesmo período, que chegou ao vencimento com mais de 6% de valorização em relação ao dia do lançamento.

Suponhamos agora que PETR4 valorizasse significativamente, chegando a R$ 39,00. Então, numa primeira hipótese, o lançador venderia suas ações a R$ 38,00, com uma valorização de 9,7% em relação do dia do lançamento. Apesar da excelente valorização, a desvantagem é que o rendimento acima dos R$ 38,00 teria sido perdido, limitando, portanto, a rentabilidade da carteira no período.

Numa segunda hipótese, o investidor não entregaria suas ações no vencimento. Para tanto, recompraria as mil opções, que teriam agora um valor próximo a R$ 1,17 (valor atual de PETR4 a R$ 39,00, menos o preço do exercício a R$ 37,83). Neste caso, estaria pagando ao mercado R$0,95 para fechar a operação com a PETRJ38. Isso equivale ao prêmio da atual compra a R$ 1,17, menos o da venda anterior a R$ 0,22.

Imediatamente, faria a venda coberta da opção do vencimento seguinte (série K), que, provavelmente, estaria com o prêmio próximo ao valor pago para fechar a operação do vencimento anterior. Para quem usa essa estratégia, provavelmente passará por algumas rolagens se a ação continuar subindo. É claro que poderá arcar com pequenas diferenças entre os vencimentos, mas talvez seja melhor que ter que se desfazer de toda a sua carteira de ações.

Por outro lado, caso houvesse uma desvalorização significativa do ativo, o investidor teria diminuído o break even (ponto em que os ganhos se igualam às perdas) da operação. Com o financiamento, a desvalorização da carteira só começaria com o preço de PETR4 abaixo dos R$ 34,41. Com isso, faz-se uma proteção, que equivale ao preço do ativo menos o prêmio da opção no dia do lançamento. Ou seja, um hedge (ou cobertura para o investimento) de 0,64%.

Como estamos falando em 18 dias úteis de operação, podemos dizer que a remuneração extra equivale à valorização do ativo, mais a Selic no período. Neste caso, como o investidor de longo prazo normalmente faz diversas compras do ativo ao longo do tempo, é possível diminuir o preço médio da carteira com o financiamento.

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