por: Fernando Montanari

Será possível a união da Análise Fundamentalista com a Análise Técnica? Na minha opinião, é possível e recomendável. Principalmente para quem tem interesse em investir no longo prazo. Para entender o porquê, vou explicar um pouco sobre cada escola, bem como suas diferenças.

Análise Fundamentalista

Esse tipo de análise tem como principal objetivo avaliar a situação financeira, econômica e mercadológica de uma empresa, além de suas expectativas e projeções para o futuro. Essa análise requer muita dedicação. É necessário entender muito sobre os indicadores e conceitos de mercado, além de estar inteirado com as notícias e decisões tomadas pelos diretores e acionistas majoritários da empresa. Ou seja, a Análise Fundamentalista é boa para quem realmente tem interesse em ser sócio da empresa e viver dos rendimentos dela.

Se você não tem tempo ou conhecimento para fazer este tipo de estudo, não precisa se preocupar: a Link Investimentos já faz este trabalho para você, com relatórios detalhados da área de research. Esta área já tem uma carteira pronta, com o preço justo de cada ação, comparado com o preço de mercado. O analista identifica a possível valorização da ação, criando um target price (preço alvo).

Após estudar a empresa e fazer sua escolha de investimento, por mais que acredite na valorização da ação, você deve procurar o momento certo para começar a investir. Nem sempre o mercado vê aquele papel com a mesma expectativa que você. É aí que entra a Analise Técnica. Ela o ajudará a identificar esse timing do mercado.

Análise Técnica

Esse tipo é o que tem minha preferência. A Análise Técnica pode ser usada tanto para investimentos de curto prazo, quanto de médio ou longo prazos. Também conhecida como Análise Gráfica, ela se baseia na idéia de que os preços dos ativos variam de acordo com padrões repetitivos, que podem ser identificados. É o estudo do comportamento dos preços a partir da interpretação dos gráficos, em determinados intervalos de tempo. O principal objetivo desse tipo de análise é identificar a tendência de comportamento do ativo.

É importante saber que o embrião da Análise Técnica é a teoria de Charles H. Dow, que fundou o Wall Street Journal em 1889 e escreveu artigos entre 1900 e 1902. Tal teoria diz que, antes de um movimento significativo de alta ou baixa, ocorrem formações que o sinalizam previamente. Essa teoria é baseada em oito princípios fundamentais, e vou falar dos dois que considero os principais, no caso da união da Analise Técnica e Fundamentalista.

A União das Análises

O primeiro princípio diz que o comportamento do mercado considera todos os fatores e agentes que interferem no preço: os fatores econômicos, políticos, psicológicos, etc. É por este motivo que não adianta estudar apenas a empresa e saber o preço justo da ação. Temos outras variáveis que influenciam no preço, e a Análise Técnica pode identificá-las.

O segundo princípio fundamental leva em conta a amplitude das oscilações dos preços. Dow dividiu os períodos das tendências em três grupos:

  • Tendência Primária – É a principal no nosso cenário, porque busca a tendência de longo prazo de um papel. Ela precisa de, no mínimo, seis meses para ser identificada.
  • Tendência Secundária – Corrige tendências primárias, utilizadas para médio prazo, por cerca de três semanas a no máximo seis meses.
  • Tendência Terciária – Corrige as tendências secundárias, utilizadas para curto prazo, portanto menos do que 3 ou 4 semanas. Por ser um prazo muito pequeno de tempo, é mais difícil identificar a tendência.

Abaixo, um gráfico para explicar melhor as tendências.
tendência primáriatendência secundáriatendência terciária

grafico

Para quem investe no longo prazo, a principal dica é “surfar” a tendência primária. No gráfico acima, ela está indicando alta. Isso significa que quem investiu no período teve uma rentabilidade positiva. Agora, se a tendência primária estivesse indicando queda, eu aconselharia você a procurar outra oportunidade investimento.

Você deve buscar sempre investir em empresas sólidas e saudáveis – e isso somente pode ser identificado pela Análise Fundamentalista. Através da Analise Técnica, é possível escolher o timing certo para começar a investir nas ações daquela determinada empresa.

Seguindo esse caminho, você estará mais próximo do seu milhão!

por: Fábio Franchini

As ações negociadas na Bovespa podem ser classificadas de diversas formas. Uma delas é quanto ao volume de negócios, liquidez e tamanho do capital social envolvido. Assim, elas podem ser divididas em blue chips e small caps.

Blue chips são ações de empresas grandes e com liquidez maior. Por exemplo, ações da Vale e da Petrobras. Small caps são ações de empresas não tão grandes e com liquidez menor. Por exemplo, ações da Abyara e da Eternit.

A escolha entre uma ou outra categoria, ou por uma carteira mista, pode influenciar o futuro de seu investimento.

Do ponto de vista do investidor, a principal diferença entre essas duas categorias é a velocidade e a flexibilidade com que você consegue transformar a ação em dinheiro: a liquidez, maior ou menor.

Blue chips e Small caps: o que significa?

Segundo o dicionário de finanças da Bovespa, blue chip é o seguinte:

1) Ação de companhia de grande porte, com grande liquidez no mercado de ações.
2) Conjunto das ações mais negociadas numa Bolsa de Valores.
3) Ação de companhia reconhecida nacionalmente, com administradores e produtos reputados no mercado, com larga tradição de lucratividade e distribuição de resultados compensadores aos acionistas.

Você também verá as blue chips sendo referidas como “ações de primeira linha”:

Ação que desperta interesse no investidor, e tem elevado volume de negociação em mercados organizados.

Isso não quer dizer que as small caps devem ser desprezadas, ou que as empresas que as emitem sejam menos confiáveis. Só muda a maneira como o investimento deve ser encarado.

O dicionário da Bovespa não tem um verbete específico para small caps, mas se refere a ações de segunda linha:

Ação que não desperta maior interesse no investidor, e tem baixo volume de negociação em mercados organizados.

Também existem small caps de terceira linha, com volumes de negociação e liquidez ainda menores.

Mas small caps, ainda assim, são tão importantes que existe um índice só para elas: o SMLL:

Índice da BM&F BOVESPA que mede o retorno de ações de empresas a partir do critério de valor de mercado. Sob código SMLL o índice tem sua carteira reavaliada a cada quatro meses. O índice mede o retorno de uma carteira composta por empresas de menor capitalização. As ações serão selecionadas por sua liquidez, e serão ponderadas nas carteiras de acordo com o valor de mercado das ações disponíveis à negociação.

Qual escolher?

Normalmente, durante as crises, as small caps sofrem com a aversão dos investidores. Eles acabam preferindo as blue chips, que oferecem uma melhor possibilidade de fuga, no caso de uma queda brusca, por exemplo. Isso acaba por afetar inclusive empresas promissoras que estejam entre as small caps.

Um investidor atento aos fundamentos de uma empresa como esta – bem informado e educado – pode, no entanto, ter uma grande oportunidade numa ocasião assim.

Porém, se você não pretende dedicar muito tempo ao estudo dos fundamentos das empresas, e se você tem um perfil mais conservador, talvez seja mais natural a escolha por uma carteira formada predominantemente por blue chips.

Elas, por seu alto volume de negociação, produzem gráficos mais fáceis de analisar e mais confiáveis. E a certeza de entrada ou de saída de acordo com os setups, com os gatilhos que sua estratégia pedir para serem disparados. Seja para compra, seja para venda, sempre existirão compradores e vendedores.

No ano passado, na fase aguda da crise das hipotecas de alto risco nos Estados Unidos, os investidores venderam as small caps a preços baixíssimos, com medo de que as companhias não suportassem o impacto, falissem, e assim perdessem todo o seu dinheiro. Com isso, semanas depois, o índice BM&F BOVESPA Small Caps, acumulava um recuo de mais do que o triplo do Ibovespa no período.

Porém, a baixa liquidez deste ano colaborou para a valorização desses papéis. Em um momento de crise, os compradores somem. Quem vende, vende por pouco. Na calmaria, a coisa melhora: Quem quer comprar, paga muito mais. E hoje, os analistas já não vêm mais a possibilidade de uma onda de falências, como se falava no auge da crise. Muitas companhias pequenas inclusive foram menos afetadas pela crise do que grandes companhias.

Em termos de risco absoluto, o maior que pode haver para o investidor é o mesmo que pode haver para uma empresa: Falência, concordata e catástrofes financeiras do gênero. Para uma blue chip, como a Vale, por exemplo, isso é algo muito difícil de acontecer. Para uma empresa menor, embora também seja difícil, não é improvável.

Por outro lado, ações de terceira linha ou small caps, por serem mais especulativas, podem oferecer mais oportunidades de ganho para investidores experientes. Mesmo assim, decidir em qual small cap investir é difícil, com poucas informações circulando. Os dados dos balanços das empresas nem sempre são suficientes. O melhor é comparar sugestões dos analistas do Link Trade.

Porém, se você está começando agora, elas não são recomendáveis como opção única, ou para a maior parte de seu capital.

As barbadas

Lembre-se de que Bolsa de Valores é um investimento de risco. Não se deixe enganar por textos entusiasmados que circulam na internet. Sempre prefira escolher um investimento segundo seus conhecimentos, estudos e fontes confiáveis, ou confie nos profissionais experientes que o Link Trade coloca à disposição de seus clientes.

Dilema da festa

04
set
2009
4/set/2009
Categorias: Editorial
Tags: ,
por: Link Trade

Quantas vezes somos convidados para uma festa e acabamos nos arrependendo de recusar?

O sábado chega, e já se passa da meia noite, mas você não está nem próximo de se arrumar para sair. Enquanto os anúncios informam a programação do Altas Horas você se pega repensando se recusar foi mesmo a melhor decisão. O som alto do vizinho da frente começa a perturbar e infelizmente você não pode nem chamar a polícia, pois foi avisado e convidado. Você fecha a janela e resolve o problema do barulho: tudo acabado.

O relógio já marca 1h, mas relaxado no sofá e assistindo a um filme, a dúvida não está mais na sua cabeça, e então o telefone toca. Um amigo que foi para a festa está na linha e, para a sua tristeza, descreve que o lugar está bastante animado.

“Sobrou convite para você” ele diz, mas o preço agora é de cem reais, muito acima dos 60 reais que seus amigos pagaram. Você começa a ponderar novamente e parece arriscado: sair de casa à 01h30 da matina e pagar quase o dobro do valor inicial. Por outro lado, você poderia ter perdido os sessenta reais iniciais se a festa não fosse o sucesso que está sendo. E com essa visão, sua festa custará quarenta reais a mais, mas agora com maior chance de ser realmente uma boa festa.

A decisão de ir ou não será individual, mas se essa festa chamar Mercado de Ações, eu sou quem te liga e afirma: está realmente animado por aqui.

Por estar chegando mais tarde, recomendo procurar um bom amigo – e é para isso que serve esse blog. E se você ficar dominado pela euforia dos amigos ou conhecidos que já estão na festa há mais tempo, meu conselho é: “venha, mas com moderação”.

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