Notícias podem afetar positivamente ou negativamente a Bolsa de Valores.
Embora existam investidores que operem apenas olhando os gráficos das ações e dos índices, como o Ibovespa – os adeptos da análise técnica, que falaremos no futuro aqui no blog – é sempre bom estar bem informado.
Você lembra de quando a Petrobras anunciou a descoberta das reservas de petróleo no Espírito Santo?
No dia 7 de novembro de 2008, a Petrobras anunciou durante a manhã daquela terça-feira que foi encontrada uma grande jazida de gás e condensado (óleo muito leve de alto valor comercial) na Bacia de Santos, na noite de segunda-feira.
A notícia foi tão importante que causou grande euforia no mercado. A busca frenética pelas ações provocou uma grande alta.
As ações da empresa durante aquele dia dispararam. Os papéis PN (PETR4) da estatal fecharam em alta de 14,16%, a R$ 37,64, e os ON (PETR3) subiram 14,45%, a R$ 44,26. Subiram, em um dia, o que muitos investimentos levam um ano para render.
A movimentação financeira desses ativos representou cerca de 30% de toda a movimentação da Bovespa naquele dia. O dia seguinte, quarta-feira, também foi eufórico. Depois de quarta, quem comprou ações perdeu dinheiro, pois o momento havia passado.
Se o investidor estivesse atento às notícias – às notícias realmente importantes – aproveitaria a oportunidade. Quem não estava ligado, perdeu a chance. Nada nos gráficos dizia que aquilo aconteceria.
Porém, se você ler as notícias dos jornais daquele dia perceberá que muitas delas são neutras: falavam do fato, mas nada diziam sobre suas consequências imediatas para o mercado.
Obviamente, o acontecimento era importante para o país. Mas como saber como a Bolsa de Valores reagiria?
Além disso, claro que nem todas as notícias têm efeitos a tão curto prazo. O efeito de um fato pode ser mais a longo prazo. É preciso que você saiba escolher bem a fonte das notícias que leva em consideração para seus investimentos. Por dois fatores:
- muitas notícias, quando vem à público, já estão precificadas: imagine que estoura uma nova guerra no Oriente Médio. Essa notícia chega ao jornal meses depois do preço do barril de petróleo já ter subido. Isso acontece porque os acionistas das empresas locais ficam sabendo da movimentação política do país muito antes dela chegar aos jornais do restante do mundo. Quando a notícia da guerra chega até aqui, os efeitos dela já impactaram há muito os preços das commodities. Você não deve ter a ilusão de que o editor de uma página de economia está melhor informado do que um grande acionista. A informação costuma seguir o fluxo do dinheiro.
- notícias que ainda não influenciaram os preços, às vezes são mal interpretadas: conflito no Oriente Médio aumenta ou diminui o preço do petróleo? Se o preço do petróleo cai os preços das ações sobem ou descem? Redução de juros vai desvalorizar e valorizar quais ações? Se faltar níquel, a Vale sobe ou a Vale cai? Que outros fatores considerar? As reações de causa e efeito são complexas e, muitas vezes, o investidor mais inexperiente considera relevante uma notícia que não tem relevância alguma.
Ao acompanhar as notícias é necessário saber quais são as notícias importantes e quais não são e também quais são notícias realmente novas (que ainda não influenciaram os preços) e quais são as velhas, em primeiro lugar. Às vezes, minutos fazem a diferença. Às vezes, não.
Em segundo lugar, é bom ter a interpretação de pessoas mais experientes, que conheceram e vivenciaram os efeitos de notícias similares sobre o mercado em outros momentos e que também tem um bom conhecimento teórico.
Portanto, se for ler notícias para decidir como proceder com seus investimentos, procure um canal que já separe o joio do trigo – o que é relevante e o que não é – e que, ainda, dê uma leitura mais apurada sobre esses fatos. Quem se cadastra no test drive para experimentar o Home Broker Link Trade, pode se cadastrar também na newsletter da Link Investimentos, que traz uma análise semanal comparando os principais acontecimentos do mercado financeiro.
Se você frequentar fóruns sobre a Bolsa de Valores na internet, evite a histeria e o efeito boiada. Em grupo, as pessoas tendem a ser mais eufóricas ou desesperadas, pois tem o apoio dos demais. Além disso, evite teorias complexas do tipo “efeito borboleta” ou conspiratórias, como se houvesse um senhor do mal manipulando os preços e as matérias em jornais e em revistas.
Ainda que algumas notícias possam ter esse efeito: nunca corra; ande, olhando bem para o caminho. Acima de tudo, saiba com quem você está andando.
Fábio nasceu em Taubaté, uma pequena cidade do interior de São Paulo. Sua família era bem simples e, certamente, investir dinheiro não era um hábito. Nem por isso resolveu seguir uma vida pacata e os caminhos que escolheu o levaram a tomar uma decisão que mudou para valer o rumo de sua vida: investir na bolsa.
“Trabalhei desde muito cedo em uma fábrica e guardava todo meu dinheiro. Meus amigos me chamavam de pão-duro, mas minha mãe sempre me defendia: ‘Pão-duro não, ele é econômico’. Mãe sempre sabe das coisas”.
Veja como as coisas são: uma base de aviação do exército foi instalada na cidade onde morava e ele cismou que seria piloto de helicóptero. Falou com um professor e explicou que não tinha condições de pagar o curso preparatório para o colégio militar. O professor respondeu: “Você terá que fazer um concurso de bolsas e desistir do seu emprego”. Foi assim que entrou para a Escola Preparatória de cadetes do exército, em Campinas.
Em 1998, após se formar na Academia Militar das Agulhas Negras, escolheu ser transferido para a Amazônia, só pela aventura. Por ser um lugar afastado, recebeu um bom dinheiro pela transferência. Não foi nenhuma grana absurda, mas não pensava em deixá-la parada na conta. Também nunca pensou em poupança, queria investir na bolsa.
Tinha um tio comerciante que dizia: “O dinheiro não vem do trabalho. O trabalho é uma forma de você se inserir em um contexto social e prestar um papel para tal. O dinheiro vem, sim, da especulação financeira. Você tem de ser disciplinado para seu dinheiro trabalhar por você”.
Sempre foi muito disciplinado. Na Amazônia, trabalhava em pequenas centrais hidrelétricas na fronteira e sempre que tinha alguma folga ia para Manaus pesquisar na internet e comprar bibliografias sobre finanças. Um dia, foi parar no site do Márcio Noronha e fez um curso virtual sobre mercado financeiro. Depois disso, todo mês recebia seu salário, separava uma parte para uso e guardava o restante. Quando adquiriu um bom conhecimento, começou a investir sem medo.
Terminado seu tempo de Amazônia, foi para o Rio de Janeiro. Estudou economia, fez pós-graduação e mestrado em finanças. Nas férias, fez cursos em Chicago e estagiou no Royal Bank do Canadá. “Com o tempo, percebi que, se eu aplicasse meu dinheiro em ativos livres de risco, como tesouro direto, por exemplo, já teria remuneração maior do que meu salário”. Foi então que virou um adepto atemporal do home broker.
Deixou o exército e começou a se dedicar inteiramente às ações. Chegou a viver algum tempo apenas operando. Tinha uma carteira de longo prazo e outra só para fazer trade. “Minha meta era criar um lastro que me permitisse viver de renda”.
Porém, viver operando pode ser um tédio absurdo. Ficava na frente do home broker o dia inteiro, às vezes, sem sair de casa. Mais tarde, percebeu que nada disso era necessário.
“Depois de um ano operando, surgiu uma nova oportunidade: um amigo pediu para montar uma apresentação e ensiná-lo a operar. Dias depois, me ligaram:
— É você que ministra um curso sobre mercado financeiro?
— Não. Eu só fiz uma apresentação.
— Mas seria capaz de ministrar um curso? Precisaria de quantos alunos?
— Precisaria ter dez.
— Quantos você já tem?
— Só você! Mas se me arrumar mais nove, eu dou o curso”.
Assim, montou uma turma, abriu uma empresa de treinamentos e começou a ministrar cursos sobre o mercado financeiro. Em paralelo, continuou operando.
“De 2000 a 2002, pro exemplo, a bolsa só caiu. Mas, nessa época, eu já sabia operar vendido ou fazer lançamento coberto para proteger minha carteira. Tive algumas perdas isoladas, assim como ganhos isolados também. Dei sorte a partir de outubro de 2002, até antes da crise. Nessa época, a bolsa só subiu e qualquer um ganhou dinheiro. Em 2005, senti a necessidade de estar mais próximo do mercado. Deixei de lecionar e resolvi trabalhar em uma corretora, onde lidei com pessoas muito mais experientes e conheci operações mais complexas”.
“Investir em ações mudou a minha vida em termos financeiros, culturais e profissionais. Mas isso não aconteceu só em 2002 e sim quando eu ainda estava em Manaus, em 1999. Ali eu já sabia que, um dia, iria viver do mercado. A vida no exército era muito boa e gostava muito da atividade, mas tudo era muito previsível”.
Em qualquer profissão, é preciso conhecer o que se está fazendo. Se dedicar e estudar o mercado financeiro é fundamental, para perceber que ele não é tão complicado assim.Dessa forma, o investidor poder agir com mais propriedade.
Tudo ficou mais fácil com o tempo. Não só por ter mais experiência, mas devido às novas tecnologias e às novas fontes de informação. “A internet, o home broker e depois as plataformas, tornaram as coisas bem mais simples”.
No Link Trade, onde trabalha agora, Fábio se esforça para criar conteúdos que transformam uma linguagem pesada e complexa em informações simples e objetivas, prontas para o cliente — o que provavelmente era raro de encontrar quando ele começou. “Sei bem o que procura quem está começando. E é por isso que digo que, se você quiser começar a investir hoje em dia, pode ir, sem medo”.
“Basta ter interesse”, diz Fábio. E nem precisa mudar para a Amazônia para isso.
Fábio Calderaro é economista e mestre em finanças. Trabalha na área de potencialização de clientes do Link Trade, que engloba desenvolvimento de produtos, educação financeira, entre outros assuntos.
Muita gente conhece a expressão “tempo de vacas gordas“. Quem aplicou na bolsa de valores nesses últimos 5 meses deve saber bem do que estou falando. O Índice Bovespa subiu mais de 40% no período e trouxe muitas alegrias a pequenos, médios, e grandes investidores. Passamos literalmente por um momento de vacas gordas, mas aí fica a pergunta: Será que estamos guardando o suficiente para o tempo de vacas magras?
Na história da Bíblia, um Faraó teve dois sonhos. No primeiro, sonhou com 7 belas vacas gordas, no segundo, sonhou com 7 vacas magras. Intrigado com os sonhos, o Faraó pediu ajuda a José, filho de Jacó. Ao interpretá-los, José previu um período de 7 anos de fartura e 7 anos de muita miséria para o Egito. Acreditando na interpretação, o Faraó providenciou que durante todo o período das vacas gordas fossem armazenados alimentos para suportar os 7 anos de miséria. Com isso, o povo do Egito pôde passar o período de estiagem sem grandes problemas.
A história completa, e em detalhes, muitos devem conhecer. Mas o mais importante é trazer esse ensinamento para a realidade da bolsa de valores. Quando operamos análise técnica, tentamos sempre captar uma tendência tanto de alta quanto de baixa, e existem períodos relativamente fáceis de prever o comportamento do mercado. Por isso, os chamamos de “tempos de vacas gordas“, quando podemos comprar, vender e realizar lucro com base em informações mais claras. Mas há também os períodos de “vacas magras“, que acontecem quando o mercado fica sem tendência definida, o que prejudica as decisões dos investidores, estopa operações e traz prejuízos a todos.
Por isso, é importante que, nos períodos de vacas gordas, você “surfe” o maior tempo possível na tendência, e não realize lucros antecipadamente. Desta forma, estará “estocando” seus recursos para os períodos de vacas magras, pois a principal coisa que sabemos é que a Bolsa nunca avisa quando a tendência vai chegar e, principalmente, quando ela vai embora.


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