O Assunto é Bolsa

11
mar
2010
11/mar/2010
Categorias: Editorial
por: Link Trade


Na manhã do último sábado, dia 6, os jornalistas Mara Luquet e Carlos Sardenberg fizeram o lançamento de seu mais novo livro: “O Assunto é Bolsa”. O evento aconteceu no teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. A equipe do Link Trade compareceu para acompanhar o lançamento e registrar o bate-papo com os autores.

A jornalista Mara Luquet escreve sobre finanças há mais de 15 anos. Atualmente, é colunista do jornal Valor Econômico, editora da revista Valor Investe e comentarista do programa CBN Brasil e da TV Cultura. Trabalhou como editora do jornal Valor Econômico, na Folha de S.Paulo e na revista Veja. Foi repórter da Gazeta Mercantil e da revista Exame.

Carlos Alberto Sardenberg é âncora do programa CBN Brasil e colunista dos jornais Estado de S.Paulo e O Globo. Trabalhou na Folha de S.Paulo e no Jornal do Brasil, além das revistas Isto É e Veja. Na televisão, foi apresentador do telejornal da Gazeta Mercantil e do Roda Viva. Teve uma passagem pelo governo, como assessor do Ministro do Planejamento durante a elaboração e implementação do Plano Cruzado.

Ambos responderam a diversas dúvidas relacionadas a economia e investimentos, enviadas pelo público que compareceu em grande número ao lançamento do livro. O bate-papo foi gravado e em breve será transmitido na Rádio CBN, durante o programa apresentado por Sardenberg. Entre outros assuntos abordados, a conversa foi sobre ações, crise mundial, fundos de pensão, investimentos imobiliários, aposentadoria e as medidas econômicas tomadas pelo governo Lula.

Mara Luquet e Carlos SardenbergSegundo Mara Luquet, “a taxa de juros muito alta impede o crescimento do país, que é o principal combustível para a Bolsa de Valores”. Essas taxas afastam o investidor do mercado financeiro que, afinal, é um investimento de alto risco. “Por isso temos só 620 mil pessoas físicas na Bovespa hoje”, completou Luquet. Em contrapartida, Carlos Sardenberg aponta que o governo Lula tem méritos, como a reforma no sistema de crédito e as micro-reformas econômicas da gestão Palocci. A nova legislação do setor imobiliário permitiu a volta desse setor. “O negativo — aponta ele — foi não ter continuado com essas reformas, como a do setor público, por exemplo”.

Sardenberg também exemplificou movimentos básicos da Bolsa e como eles causam impacto nos dividendos pagos por uma determinada empresa: “Imagine que a Empresa A vai comprar a Empresa B. Todos vendem as ações da A e compram ações da B. Por que isso acontece? Os acionistas da Empresa B terão o direito ativo de vender para a Empresa A, enquanto que a Empresa A vai gastar muito para adquirir a Empresa B. Por isso, o pagamento de seus dividendos será menor”.

Como reflexo da crise econômica mundial e seus efeitos sobre o país, o público demonstrou uma grande preocupação com o gerenciamento de risco para seus investimentos na Bolsa de Valores. Mara Luquet aconselhou: “O sucesso de sua carteira de ações depende de como você vai atravessar os momentos de crise. É nesses momentos que você vai fazer muita bobagem”. Pensando nisso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pretende dividir a responsabilidade de definir o risco que o investidor corre, entre o cliente e a instituição financeira pela qual ele opera. “Se você não pode, mas quer, vai receber um papelzinho para assinar. Isso quer dizer que, se você tiver qualquer problema, o banco avisou para você não comprar”, explicou Sardenberg.

“Só queria perguntar para os bancos se eles fazem isso com títulos de capitalização”, completou Mara Luquet.

Confira algumas fotos que tiramos no evento e conheça mais sobre o livro “O Assunto é Bolsa” no site da livraria. Não deixe de acompanhar a grade da Rádio CBN, para ouvir esta conversa na íntegra, durante o programa CBN Brasil.

por: Eduardo Silva Araújo Souza


Nenhuma atividade, por menor que seja, é livre de riscos. O preço de venda no ato da comercialização não é conhecido no processo produtivo, o que acaba alterando os planos de um empresário que depende do preço de venda de seu produto. Muitas vezes, esses riscos vão além do controle do empresário. O momento atual da economia, a taxa de juro balizadora dos financiamentos, o câmbio interferindo no comércio exterior, a oferta e a demanda do mercado interno e externo para o produto, entre outros fatores agregados à mercadoria, devem ser fatores que o empresário leva em consideração quando inicia sua produção.

O mercado futuro de negociação foi criado pensando em uma maneira de diminuir a influência destes riscos. Por isso, é utilizado para que seus participantes se protejam das oscilações de preços não esperadas. Assim, deu-se a estas mercadorias negociadas no mercado futuro o nome de commodities, que são matérias-primas com padrões homogêneos e especificações pré-definidas, negociáveis em bolsa. Esse mercado é utilizado por produtores e exportadores (hedges) para garantirem seus preços de compra e venda, travando o preço de suas mercadorias em produção. Dessa forma, os produtores e exportadores ficam livres das oscilações do mercado à vista e podem planejar com antecedência. Os principais ativos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) são: Café, Boi Gordo, Milho e Soja, como mostra a tabela abaixo.

Além dos produtores e exportadores, há também os especuladores, que nada mais são do que fundos de investimentos e investidores pessoa física e pessoa jurídica, que buscam oportunidades de ganhos por meio das oscilações dos preços, assumindo o risco dos hedgings em busca de um ganho na mudança dos preços. O papel dos especuladores neste mercado é importante, pois tem como objetivo garantir a liquidez do mercado, proporcionando agilidade nas compras e vendas.

Outros importantes contratos negociados na BM&F são os financeiros. Entre eles, os principais são:

  • Contrato de dólar futuro: Exportadores ou empresas com ativos atrelados ao dólar utilizam para fazer seus hedgins e especulações;
  • Contrato de Índice Ibovespa Futuro: Utilizado como instrumento de alavancagem, aumenta o poder aquisitivo da carteira. Isso acontece pelo fato da BM&F exigir apenas uma margem de garantia para compra ou venda do contrato, e não o valor financeiro total do ativo. Dessa forma, liquida a diferença entre os fechamentos do dia através do ajuste diário, credita na conta do comprador caso o ativo suba, e debita a diferença na conta do vendedor. Outra utilização do contrato futuro do Ibovespa é para investidores diminuírem seu risco hedgiando suas carteiras e diminuindo sua exposição ao mercado.
  • Contrato de DI: Utilizado, na maioria das vezes, por bancos e instituições financeiras como instrumento de trava na taxa de juros do mercado, garantindo a rentabilidade nos seus empréstimos e créditos, como mostra a tabela abaixo.

Pensando em facilitar o acesso aos contratos futuros para pessoas físicas, a BM&F criou os mini-contratos. Junto com eles, desenvolveu a plataforma WebTrading (WTr), que é utilizada pelos investidores para fazerem suas compras e vendas pela internet. O mini contrato tem as mesmas especificações dos contratos normais, porém, seu valor de compra é reduzido para incentivar os pequenos investidores neste mercado.

Com isso, a bolsa possibilitou que investidores pessoa física pudessem hedgiar seu portfólio, defendendo sua posição sem se desfazer dela. Além de poderem alavancar suas carteiras, aumentando suas exposições ao mercado, e investirem no longo prazo, comprando contratos de Índice Futuro. Os principais mini-contratos negociados são o mini-dólar futuro e o mini-Ibovespa futuro, como na tabela abaixo.

Hoje em dia, os contratos de mini-Ibovespa futuro apresentam uma ótima liquidez e são acessíveis a todos os tipos de investidores, possibilitando operações antes utilizadas somente por fundos de investimentos e investidores institucionais. Qualquer que seja seu perfil e demanda, existe um modo de investir.

por: Cesar Cielo
Você x Cielo

Olá, meu nome é Cesar Cielo, sou campeão olímpico nos 50m livre e medalhista de bronze nos 100m, duas conquistas obtidas nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Também sou campeão mundial nos 50m e 100m, estilo livre, graças aos meus resultados em Roma, no ano passado. Sou recordista mundial nos 50m livre, com o tempo de 20s91 e nos 100m livre, com o tempo de 46s91, marcas também obtidas em 2009. Essa é a parte que todo mundo sabe.

O que poucos sabem é para onde vai o dinheiro das minhas medalhas. Tudo o que ganhei nas Olimpíadas em Pequim decidi investir na Bolsa de Valores. Minha premiação era um valor que, ao mesmo tempo, era muito pouco para comprar um imóvel, mas o suficiente para investir em ações. Na verdade, na época eu não cheguei a pegar o valor da premiação, investi tudo direto na Bolsa. O bacana do mercado financeiro é justamente isso: você não precisa ter um valor tão alto para começar a investir, além de não precisar esperar muito tempo para isso.

Já vinha pensando nisso há algum tempo. Faço o curso de Comércio Exterior, com especialização em espanhol, na Universidade de Auburn nos EUA. Nas matérias de Economia e Administração comecei a estudar um pouquinho sobre investimentos. Mais tarde, depois das Olimpíadas e depois de conversar com alguns parentes, resolvi fazer esse investimento. Minha família nunca teve uma educação financeira ou o costume de investir. Acabou sendo algo bem diferente do que eu estava acostumado a fazer e é gostoso poder sair um pouco da rotina.

Meu negócio é natação. Por isso, entrei em contato com o pessoal da Link Investimentos para poder gerenciar melhor meu dinheiro. Por que a Link? Fiz natação durante um tempão com um amigo, cuja irmã trabalhava no Link Trade. Foi assim que eu fiz o “link”, unindo o útil ao agradável. Por isso, acompanho sites e revistas especializados no assunto. Coloquei apenas 15% da minha poupança no início, para aprender e ver como tudo funcionava. Acho que a dificuldade maior é você tirar o dinheiro de algo fixo para começar a colocar em algo de risco. Mas, como sempre tive ajuda de corretores e amigos, tudo foi bem tranquilo.

Depois que me tornei um investidor, a ideia de fazer um comercial do Link Trade surgiu naturalmente. E não tem coisa melhor do que falar de algo que você realmente usa. Aprendi a não ficar afobado com os valores e aprendi a checar as ações regularmente, embora não diariamente. Além disso, entendi que quando você compra uma ação, o importante é realmente se sentir sócio do negócio, ficar feliz quando a companhia cresce e consumir os produtos da empresa em que você investe.

Cesar CieloPerdi algum dinheiro no começo, mas já recuperei tudo. Não tenho uma meta específica, mas quero ter uma quantia que me deixe em uma situação estável. Por enquanto estou captando tudo o que posso como nadador, mas sei que não vou nadar para sempre. Então, o que estou conseguindo juntar agora, pretendo gerenciar e investir. Acho que vou poder deixar sempre uma certa quantia de dinheiro nas ações. Se um dia achar que não vale mais a pena, simplesmente paro. Mas é um mercado interessante e o brasileiro deveria explorá-lo mais. Principalmente agora, com os eventos esportivos que estão para chegar por aqui. Não tenho pressa para nada e, basicamente, o que eu ganhar com medalhas, irá para investimentos em ações ou para o que eu considerar mais adequado no momento.

Portanto, vou deixando meu dinheiro com o pessoal que sabe cuidar disso. Estou pensando no retorno a longo prazo enquanto ainda sou jovem, não tem como errar. Quem sabe, quando eu parar de nadar, talvez possa partir para novos desafios no mundo dos investimentos.


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